quarta-feira

São Micael e a Lua Crescente



Queridos Amigos :

Em 29 de Setembro nas Escolas Waldorf comemoramos o Dia de Micael .


Deixamos aqui uma História e um convite : se você estiver interessada/o em participar de nossos Encontros com a Pedagogia Waldorf, por favor envie um e-mail para tecendohistorias@gmail.com com seu nome, cidade e estado e celular. Obrigada ! Betty


São Micael e a Lua Crescente (lenda polonesa)
Lenda Polonesa (Tradução Karin Glass)
Você viu as faíscas das estrelas cintilarem no céu outonal claro e majestoso? Elas elevam-se como a esperança de uma alma humana, submergem como a decisão de um coração humano, resplandecem intensamente. Os homens chamam nas estrelas cadentes. Mas quem ama o seu anjo e desde criança nunca permitiu que o medo entrasse em sua alma, sabe que não é bem assim. Nas claras noites outonais ele vê lá de cima nas estrelas o grande combatente, que na Terra é chamado São Jorge e nos céus São Micael. Ele vê a face de São Micael iluminada pela sabedoria dourada, que nada sabe de si, que espelha o coração da divindade suprema. Vê o braço de São Micael brilhando na couraça que é forte e pura, como que forjada pela justiça celeste.
Com a mão pronta para desembainhar sua arma, São Micael toca a espada que irá atingir a sediciosa e corrosiva impureza que rasteja cheia de cobiça. As estrelas estremecem e centelhas diamantinas luzem quando São Micael toca a espada.
Você viu a tênue Lua crescente flutuando sobre delicadas nuvens brancas ria mais profunda época invernal? Ao redor dela há um sussurro como o murmurar longínquo da relva do prado celestial amplo e belo. Uma nostalgia de estar muito longe, bem distante, apossa-se dos corações dos homens que olham para a Lua crescente no céu invernal. Mas quem ama o seu anjo e desde criança cultivou a pureza em sua alma, sabe que não é bem assim. Ele vê lá em cima, em pé sobre a estreita Lua Crescente, Maria, a donzela imaculada e sabe que ela é uma rainha, pois sorri para os que lá na Terra anseiam e sofrem. Com suas mão rosadas doa grãos de trigo celestiais que caem na Terra abençoando. Maria doa com mãos que se dobram em oração; Ela ora pelas profundezas para que sejam saciadas, tornando-se boas e preenchidas do milagre que as alturas ainda guardam.
Chegará o dia em que, num outono, a bétula não chorará as folhas perdidas; em que as folhas cairão alegremente. Aí, certo dia, aparecerá uma escada na Lua cujos degraus serão como pedras leitosas. Por esses degraus brancos, como se seus pés andassem sobre asas de pombos estendidas, Maria, acenando redenção com mãos que abençoam, subirá até a mesa celeste dourada posta para a ação de graças pelas colheitas.
Mas a Lua não permanecerá abandonada. Dela ressoará uma canção que jamais foi ouvida no céu ou na Terra. São Micael estará em pé na Lua Crescente. Como ferreiro celeste, ele terá transformado sua espada em armação de uma lira, cujas cordas, constituídas dos pensamentos corajosos dos seres humanos, foram esticadas. O vencedor do dragão irá cantar e tocar a lira celeste cumprindo assim o seu dever. Em sua canção haverá força. Ele cantará a consolação e as realizações de uma época antiga e cantará a torrente de luz suprema que está por vir, na qual desvaneceu o sorriso de Maria.
Quando essa canção soar, a bétula, plena de alegria, estremecerá até seu âmago e o outono parecer-lhe-á a primavera.
Alguns nada verão, outros nada ouvirão. Mas quem ama o seu anjo e carrega fidelidade em seu coração, este sabe bem e quer melhor.
(extraído do livro “Aus Michaels Wirken” (Sobre a Atuação de Micael) compilado por Nora Stein Von Baditz -1.Ch. Mellinger / Verlag, Stuttgart
(extraído do Boletim da Sociedade Antroposófica nº 21 – setembro/2000)



E*S*P*E*C*I*A*L

Aprenda a fazer o escudo de Micael aqui : http://dedinhos-lambuzados.blogspot.com/


Aprenda a fazer o pão de Micael aqui : http://aprendizarteatelie.blogspot.com/


Boa Festa !

Bjs Betty

segunda-feira

A raposa e o cavalo



A Raposa e o Cavalo


Um fazendeiro tinha um cavalo que lhe havia servido muito fielmente, mas que agora estava velho demais para trabalhar. Por isso o fazendeiro não queria mais lhe dar de comer e disse: "Não quero mais saber de você, caia fora do meu estábulo; não o receberei de volta até que esteja mais forte que um leão". E assim dizendo, abriu a porta e mandou-o embora.
O pobre cavalo ficou muito triste e errou para um lado e para o outro pela floresta á procura de um pequeno abrigo contra o vento frio e a chuva. Foi então que uma raposa o encontrou. “Qual é o problema meu amigo?”, disse ela. “Por que está de cabeça baixa e parece tão solitário e triste?”. “Ah!”, replicou o cavalo, “justiça e avareza nunca convivem numa casa. Meu amo esqueceu de tudo que fiz por ele durante tantos anos, e como mão posso mais trabalhar, mandou-me embora dizendo que a menos que eu fique mais forte do que um leão, ele não me receberá de volta. Que chance posso ter de que isso aconteça? Ele sabe que nenhuma, se não, não teria falado assim.”

A raposa, porém, o encorajou dizendo: “Eu vou ajudá-lo; deite-se ali e fique esticado como se estivesse morto”. O cavalo fez como lhe disse e a raposa foi diretamente até o leão que vivia numa caverna perto dali e lhe disse, “Perto daqui tem um cavalo morto; venha comigo e poderá fazer uma ótima refeição de sua carcaça”. O leão ficou muito contente e partiu imediatamente, mas quando chegou junto do cavalo, a raposa disse, “Você não poderá comê-lo confortavelmente aqui; vou lhe dizer o que fazer – Eu o amarrarei a sua calda e então poderá arrastá-lo até a sua cova e poderá comê-lo mais à vontade”.
O conselho agradou o leão que se deitou calmamente para a raposa amarrá-lo ao cavalo. Mas a raposa deu um jeito de amarrar as pernas do leão uma nas outras e prendê-lo com tanta firmeza que nem usando toda sua força ele conseguiu se libertar. Feito o serviço, a raposa deu um tapa no lombo do cavalo dizendo, “Eia! Pangaré! Eia!”. Este então se levantou e saiu arrastando o leão atrás de si. A fera começou a rugir e bufar até todos os pássaros do bosque fugirem de medo, mas o cavalo deixou-o berrar e seguiu seu caminho pelos campos para a casa de seu amo.
“Ei-lo aqui, amo, peguei o melhor deles.” “Você vai ficar no estábulo e será bem cuidado”. E assim o pobre cavalo velho teve fartura de comida e viveu – até morrer.


Bjs !