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sexta-feira

Era uma vez...


Hoje vou contar uma história...

Música cantanda bem baixinho... "Era uma vez...a história vai começar...! Abra o coração... deixe-se encantar ...!"



Era uma vez, onde foi...onde não foi...uma menina bem comportada, mas muito pobre que vivia com sua mãe.Chegaram a tal estado de pobreza, que não tinham nada para comer.



Um dia a menina foi ao bosque e lá encontrou uma velha, que sabendo da sua miséria deu-lhe uma panela de presente. Vocês acham pouco ? Mas era só dizer "ferve, panelinha!" para que ela se pusesse a cozinhar um mingau doce. E quando a gente lhe dizia "pára, panelinha!" ela deixava de cozinhar.


A menina levou o presente para sua mãe, e assim ficaram livres de passar fome, pois tinham sempre mingau doce à vontade.


Certa ocasião em que a menina tinha saído sua mãe disse : "ferve, panelinha!" e esta pôs a cozinhar e a mulher comeu até se fartar. Depois quis que a panela parase de cozinhar, mas a mulher estaa tão mpanturrada de mingau , que não hove meio de se lembrar das palavras mágicas. De modo que a panela continuou cozinhando até que o mingau chegou à borda e caiu para fora. E assim, encheu toda a cozinha e a casa, e depois a casa ao lado, e a rua, como se quisesse acabar com a fome de todo mundo. Até que ninguém mais sabia o quê fazer, e o desespero era grande.

Quando faltava só uma casa para ser inundada a menina voltou, e disse apenas "pára, panelinha!" e a panela parou de cozinhar. Mas daquele dia em diante todas as pessoas que queriam entrar na cidade eram obrigadas a abrir caminho comendo mingau !
Entrou por uma porta...saiu pela outra...quem quiser...que conte outra !

Aqui deixo um lembrete...

Até lá ! Beijos , Betty

domingo

O Mingau Doce : Personagens em cena !!!

Depois de prontas as personagens, resolvi utilizá-las para contar a estória.

Uma das mesinhas da sala de aula coberta com panos coloridos serviu de cenário.

A turminha em roda, juntamente com a profª e a auxiliar, acompanhou atentamente o desenrolar do enredo que já conheciam, mas que trouxe como elemento surpresa as bonecas de papelão que fizemos juntos.


A atenção e o silêncio que reinam nestes momentos sempre me surpreendem. É como se ouvissem pela primeira vez a estória. E como curtem...


No final da apresentação aplaudiram entusiasmados, e mostrei-lhes os "kits" com a estória e as personagens que cada um fez, e que agora levariam para casa.

Foi uma alegria enorme, e tivemos que convencê-los a ir para o almoço, e esperar até o final do dia, quando cada um levaria o "seu" Kit para mostras para os pais.

REFLETINDO...

Construir seus próprios recursos para contar uma estória, e ter a oportunidade de levá-los consigo para curtir com a família em casa, podendo contar e recontar a estória utilizando-os , ou empregá-los em outras estórias que conhecem ou que inventarão foi muito importante, e os comentários que fizeram deixaram isto muito claro para nós educadoras.

Valeu a pena ! Apesar do trabalho enorme que isto representou -desde o preparo das peças, o acompanhamento durante a confecção das mesmas até o acabamento das bonecas (cada um fez 3 personagens !!!) - podemos dizer que foi muito bom !

Trabalhamos muitos aspectos pedagógicos, éticos e sociais - que talvez em outros contextos não pudessem ser abordados de forma tão gostosa e efetiva.

É a possibilidade de entrelaçamento dos diferentes aspectos do conhecimento, de compartilhar estes conhecimentos e descobertas , de conviver com outras pessoas- colegas e educadoras - num clima de respeito, afetividade, e curiosidade "científica" que nos faz crescer, aprender e descobrirmo-nos cada vez mais como seres humanos.

É esse novo olhar para a Educação que tenho buscado proporcionar, criando e compartilhando com minhas colegas educadoras dos "Projetos" onde situações criativas, desafiadoras, bem-humoradas e plenas de significado são oferecidas para os "nossos pequenos".

Dar espaço para que eles possam buscar as soluções para as situações que se apresentam, para os conflitos que são normais no relacionamento humano, ter uma atitude menos diretiva, e mais mediadora também tem se mostrado fundamental para o desenvolvimento ético e da autonomia infantil.

Não importa se a minha "aula" (atividade pedagógica) é de Música ou Contação de Estórias, tudo isto tem que estar contido nela, planejado, pensado, esperado...

"A primeira tarefa da Educação é ensinar às crianças a serem elas mesmas. A segunda tarefa é ensinar a conviver ". Rubem Alves

Um beijinho carinhoso, Betty

quarta-feira

O Mingau Doce...preparando as personagens


Hoje vamos postar algumas das imagens obtidas durante o processo de preparação das personagens da estória "O Mingau Doce", pelas crianças do Jardim, na tentativa de mostra um pouco a seqüência em que isto se deu. Acima temos o último passo: não ficaram lindas ?

Já no 1º dia em que contamos a estória as crianças queriam saber "o que vamos fazer pra esta estória ?" É interessante notar como o fato de permitirmos e convidarmos a turminha a participar de uma forma mais efetiva da Contação de Estórias, isto se transforma numa coisa natural e esperada por todos .
Então, durante o tempo em que contamos esta estória íamos paralelamente , e após o horário da contação, "preparando as personagens " para que eles pudessem levá-las para casa, e assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido na escola, e convidar os pais a participarem de uma atividade tão prazerosa para seus filhos.
Este preparo envolvia um trabalho de autonomia, coordenação motora, atenção, concentração, noção de espaço, consciência corporal, entre outros - um verdadeiro e delicioso desafio para os pequenos do Jardim.



Depois de recortadas e coloridas pelas crianças, tratei de dar os acabamentos : roupas e cabelos ! O rosto foi mantido conforme as crianças haviam feito, e as roupas foram coladas apenas nos ombros - permitindo que eles visualizassem o corpo que desenharam.

Foi incrível o envolvimento de todos - até a auxiliar de classe e a professora quiseram fazer suas personagens (a menina, a velha e a mãe) - e ajudavam às crianças enquanto confeccionavam suas boneca também . Isto propiciou um clima de confiança, cooperação, troca e diálogo muito gostoso e importante para a formação pessoal de cada um.

Fico pensando: Como simples bonequinhas de cartolina podem exercer tamanho envolvimento e magia nas crianças ?

Um beijinho carinhoso, e até a próxima ! Betty

sábado

O Mingau Doce


Hoje vamos começar a postar o que fizermos nas aulas de Contação de Estórias quando apresentamos a estória "O Mingau Doce " dos Irmãos Grimm.

Como sempre 1º apresentamos a estória sem empregar qualquer recurso, apenas contando numa pequena roda de ouvintes.

O Mingau Doce

Era uma vez, onde foi, onde não foi, uma menina bem comportada, mas muito pobre, que vivia com sua mãe.

Chegaram a tal estado de pobreza que não tinham nada para comer.

Um dia a menina foi ao bosque e lá encontrou uma velha que sabendo da sua miséria, deu-lhe uma panela de presente.

Vocês acham pouco ?

Mas era só dizer : "Ferve panelinha !" para que ela se pusesse a cozinhar um gostoso mingau doce.

E quando a gente lhe dizia:"Pára, panelinha!" ela deixava de cozinhar.

A menina levou o presente para sua mãe e, assim,ficaram livres de passar fome, pois tinham sempre mingau doce à vontade.

Certa ocasião em que a menina havia saído, sua mãe disse : "Ferve, panelinha !" e esta pôs-se a cozinhar, e a mulher comeu até se fartar.

Depois quis que a panela parasse de cozinhar. Mas a pobre mulher estava tão empanturrada de mingau que não houve meio de se lembrar das palavras mágicas . A panela assim continuou cozinhando até que o mingau chegou à borda da panela e caiu para fora. E, assim, encheu toda a cozinha e a casa , e depois, a casa ao lado... e a rua...como se quisesse acabar com a fome de todo mundo. Até que ninguém mais sabia o que fazer e o desespero era grande.

Quando já faltava só uma casa para ser inundada, a menina voltou, e disse apenas : "Pára, panelinha !", e a panela parou de cozinhar.

Mas todas as pessoas que queriam entrar na cidade era obrigadas a abrir caminho comendo mingau !

Entrou por uma porta, saiu pela outra...Quem quiser, que conte outra !!!!

Um beijinho carinhoso, Betty