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domingo

A turminha faz estória !!!!

O "Projeto Tubarões"- ainda em curso, e que vocês podem "curtir" conosco no
http://bem-bolado-projetos.blogspot.com - trouxe alguns desafios ma-ra-vi-lho-sos , e um deles foi pesquisar estórias que falassem sobre o tema.

Depois de ampla pesquisa, consulta a amigas-contadoras-de-histórias, amigas-pesquisadoras-de-histórias, professoras, mães, avós (as avós sabem muuuuuitas histórias...),não conseguimos (eu e a Juliana) NADA !!!

Simplesmente não encontramos uma única história que falasse de tubarões...

Sentei-me com as crianças do Jardim e coloquei a situação,mas também ( e isto deve ser sempre feito com as crianças) ofereci uma sugestão para solucionar a questão e pedi a eles que dessem sugestões .

Resolvemos em comum acordo que já que não havia uma estória sobre tubarões...nós a criaríamos !!!

Foi super-legal ! Para dar uma "ajuda" levei umas cartelas com figuras (veja acima ) que achei na revista "EDUCAÇÃO INFANTIL- O GUIA DA PROFESSORA" (não me lembro o nº) e que eu adoro; e outras ( veja abaixo ) que pedi para o meu marido-engenheiro-desenhista fazer para completar o tema ( e as crianças amaram !)

As cartelas foram colocadas no rodapé da sala de aula e as crianças - a medida que iam criando a estória iam pegando as cartelas e colocando em ordem.
Apesar da foto não estar muito nítida, dá para perceber a expressão de felicidade da profª Juliana, não é mesmo ?

Foi uma tremenda curtição. Até a mais tímida das crianças "ousou" contribuindo com "mais um pedacinho" da estória que ficou bem interessante.

Eu a gravei para depois transcrevê-la, e irei postar aqui no "canto-do-conto" ou no http://bem-bolado-projetos.blogspot.com/ , mas numa próxima vez.

Vale a pena lê-la pois o final é surpreendente ! Não percam !

Entrou por uma porta...saiu pela outra...quem quiser,que conte outra !

Um beijinho, Betty

sexta-feira

O Pescador, o Anel e o Rei- Crianças em cena !!!

Após contarmos a mesma estória algumas vezes, e empregando a cada vez recursos diferentes, as crianças entraram em cena...

Desta vez tivemos várias apresentações , pois todas queriam "fazer o teatro", o que é ótimo !

Não chegamos a fotografar todas as vezes (pena ...) , mas já podemos ter uma idéia da importância que isto teve para elas.
Preferi substituir o tapete por um cenário montado sobre as mesas da sala de aulas, pois isto facilita a movimentação das cranças durante a apresentação.

No último dia de apresentações levei o violão para acompanhá-los, e isto deu um novo "tempero" à atividade.

"Viva Deus e ninguém mais ! Quando Deus não quer ninguém nada faz!"

Um beijinho carinhoso, Betty

quinta-feira

O Pescador, o Anel e o Rei...Novos recursos

Como sempre , ao recontar a estória, trouxe para os pequenos novo recurso, e desta vez foi um cenário em forma de tapete onde podíamos ir acrescentando elementos, e assim construíndo o cenário enquanto contávamos a estória.

Isto despertou uma curiosidade gostosa , que ia sendo satisfeita a medida que a narrativa ia acontecendo. A participação das crianças é sempre algo motivador, enriquecedor e muitas vezes a "pitada humorística" da estória - que por sinal é muito séria e até certo ponto "dramática"(..."vou cortar sua cabeça na frente de todo mundo..!").

Uma das coisas que mais me impressiona é como eles depois de ouvir apenas uma ou duas vezes a estória conseguem repetir falas inteiras...!

A música - na verdade um fragmento- é cantada e bem colocada...nos momentos apropriados.

As mensagens da estória - e muitas não estão tão claras - são captadas rapidamente, e em muitas situações do cotidiano escolar são trazidas como exemplos, ou explicações.
Este cenário que apresento na foto na verdade é um"ensaio", algo bem simples de TNT (que não gosto muito de utilizar pela sua fragilidade), com os acessórios em feltro e papel laminado (coroa) e que serão substituídos em breve.

Mesmo assim encantaram as crianças que na aula seguinte se utilizaram dele para re-contar a estória.
"Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser...que conte outra !
Beijinhos, e até a próxima ! Betty

quarta-feira

O Pescador, o Anel, e o Rei -criando novos recursos...


Como sempre as crianças ficaram curiosas para saber como eu iria trazer esta estória.
Com recicláveis ? Imagens ? Bonecos ? Meias..? Com o quê ?
Também me fiz esta pergunta pois estou tentando desafiar a imaginação deles, e...a minha !

Fiquei pensando, e pensando numa forma nova de apresentá-la, mantendo acesos o entusiasmo e a curiosidade criativa, e por fim veio-me a idéia de selecionar objetos, acessórios e até partes de fantasias para representar cada um dos personagens.

Teriam que ser extremamente simples e de uso corriqueiro, destes que o contador apronta e encontra facilmente, até mesmo junto com as crianças...
Nos tempos em que eu tinha uma sala de maternal costumava "procurar" com o auxílio das crianças - ente os brinquedos e objetos da sala- os elementos para enriquecer as nossas estórias, e como funcionava !!!

As crianças precisam e gostam de participar de TUDO, principalmente quando é algo que lhes diz respeito. E é incrível como oferecem sugestões e resolvem problemas de forma tão simples,interessante e criativa ..!

Acredito numa prática pedagógica menos diretiva ( e autoritária) que certamente nos oferece (aos educadores) OPORTUNIDADES IMPERDÍVEIS de crescimento, partilha e aprendizagem com estes seres tão pequenos, mas tão abertos, confiantes, destemidos e criativos que são os nossos educandos.

Precisamos ganhar coragem e confiança para permitir que isto aconteça, e nos permitir maravilharmos diante de suas valiosas contribuições.

Foi estudando e refletindo sobre a estória - sobre o que cada um dos personagens representava que optei por estes elementos :

O pescador -com sua confiança, trabalho e alegria poderia ser reprsentado por um grande e lindo peixe...
Sua mulher - pessoa simples, ingênua, mas boa cozinheira, por uma colher de pau !
O mercador - criado do rei , sem grandes escrúpulos- por um saco de dinheiro.

O rei - vaidoso, ambicioso, poderoso, e sem muitas qualidades morais por uma coroa, mas não uma coroa de ouro. Uma coroa sem enfeites ou pedras preciosas, e de prata.

O anel foi incluído por ser um elemento importante e decisivo na estória.

Os peixinhos da foto, só enriqueceram a parte da estória que fala sobre boa pescaria realizada - 50 peixes ! antes do jantar de despedida.

Na próxima postagem colocarei alguns "momentos da contação" desta estória que acredito sejam bem significativos, e expressivos. Aguardem !

Não se esqueçam de deixar um comentário ou -se preferirem- uma mensagem em nosso mural !

Com carinho, Betty

sábado

Estória de Pescador ...!

Logo após Mingau Doce - que deixou muitas saudades - passamos para uma outra estória, pois estávamos desenvolvendo o Projeto "Tubarões".

Primeiro fiz uma ampla pesquisa, inclusive solicitei a ajuda de algumas amigas "blogueiras", e aqui vai o nosso (meu, da Juliana, e das crianças) MUITO OBRIGADO , pois cada uma colaborou de uma forma tão incrível :

Jacirinha,artista maravilhosa e de uma generosidade...: http://jacirinha.blogspot.com e que fez os desenhos(veja acima) dos tubarões ...


Hilary, também fantástica e generosa: http://sempreeraumavez.blogspot.com que nos brindou com a música "Tubarão"do CD "O Barquinho" - trilha sonora especialmente desenvolvida para uma peça de teatro da Escola Toque de Araraquara, que trabalha com crianças especiais, e com versos "Peixe-Serra e Tubarão Martelo" de Lalau


Agradeço também ao meu esposo - Rô - pelos desenhos (acima) que fez para as cartelas empregadas para a criação da estória coletiva .

Depois de pesquisas bastante e não encontrar uma estória que falasse de tubarões, resolvi fazer desta "dificuldade" uma "oportunidade de criação", e com o apoio da Profª Juliana conversei com as crianças que não tinha encontrado uma estória de tubarões, mas que NÓS poderíamos criar uma - inédita, só nossa, e em conjunto !!!

Foi o melhor que podia ter acontecido ! A turminha vibrou !

E criamos a "nossa" estória com cartelas - umas eu aproveitei de uma outra atividade, e o Rô completou a nossa coleção, desenhando personagens, locais, situações, que abarcavam o tema.

A estória criada coletivamente é parte integrante e importante do Projeto "Tubarões" que está em andamento, e que estamos postando em outro blog, dê uma espiadinha...

http://bem-bolado-projetos.blogspot.com

Na semana seguite à criação da estória, trouxe para as crianças a estória "O Pescador, o Anel e o Rei " - um conto popular deliciosamente contado por Bia Bedran em seu CD "Bia canta e conta 2".

Não irei trascrever a estória na íntegra pois é um tanto longa, mas vou tentar trazer o principal , resumidamente.

O Pescador, o anel e o Rei (resumo)

Esta estória fala de um pescador que tinha uma fé inabalável. Mesmo quando sua pesca não era boa ele seguia cantando sua cantiga de fé :

"Viva Deus , e ninguém mais...quando Deus não quer ninguém nada faz !"

Mas acontece que o rei daquele lugar era muito vaidoso e poderoso, e não suportava saber que o pescador acreditava que havia alguém mais poderoso que ele, e mandou chamar o pescador , dizendo-lhe que não queria mais que ele cantasse a sua canção.

Propos-lhe então um desafio para provar que ele-rei -podia mais que o próprio Deus: o pescador ficaria com o anel real por 15 dias , e se conseguisse devolvê-lo após este prazo ganharia um tesouro muito grande , não necessitando mais trabalhar para o resto da vida.

Caso contrário ele mandaria cortar-lhe a cabeça na frente de todo mundo.Despachou o pescador em seguida exigindo-lhe que parasse de cantar a canção.

O pescador nada contou para sua mulher , mas pediu que ela guardasse o anel em local seguro, e ela assim o fez.

No dia seguinte , bem cedo , enquanto o pescador estava pescando, chegou à sua casa um mercador que comprava e vendia anéis, e perguntou para mulher do pescador se ela não tinham um anel para lhe vender, e disse que não .

O mercador insistiu tanto e mostrou-lhe um montão de dinheiro, que a mulher acabou vendendo o anel a ele.

Na verdade este era um plano do malvado rei, e o mercador um criado seu disfarçado de mercador.

Quando o pescador chegou e soube do acontecido ficoubdesesperado, contando pra mulher que se não devolvesse o anel sua cabeça iráia rolar,e os dois começaram a procurar em todos os lugares , tentando encontrar o tal mercador.

Lá no castelo o rei - todo satisfeito com o que aprontou- e mandou que o seu criado(mercador) jogasse o anel no fundo do mar para que ninguém mais o encontrasse. E o criado obedeceu.

Mas apesar de tudo, o mercador continuou cantando sua canção, e procurando o anel, e pescando, mas os dias foram passando...

No 14º dia o pescador conversou com a mulher e combinaram fazer uma refeição bem caprichada de despedida, e o pescador conseguiu uma ótima pesca .

Separou um peixe para levar para casa, e vendeu os demais.

Quando estavam comendo o pescador se engasgou, e... o anel ! ele engasgou com o anel ! Muito feliz, e cantando sua cantiga correu até o castelo levando o anel.

O rei não podia acreditar quando viu o anel de volta, tendo-inclusive - que dar o tesouro para o pescador.O rei então, sobiu até a torre mais alta do castelo onde- também ele- começou a cantar a cantiga do pescador :"Viva Deus e ninguém mais, quando Deus não quer ninguém nada faz !"

Na próxima postagem vamos contar como esta estória se desenvolveu, até lá !

"Entrou por uma porta saiu pela outra, quem quiser, que conte outra "

Com carinho, Betty

domingo

O Mingau Doce : Personagens em cena !!!

Depois de prontas as personagens, resolvi utilizá-las para contar a estória.

Uma das mesinhas da sala de aula coberta com panos coloridos serviu de cenário.

A turminha em roda, juntamente com a profª e a auxiliar, acompanhou atentamente o desenrolar do enredo que já conheciam, mas que trouxe como elemento surpresa as bonecas de papelão que fizemos juntos.


A atenção e o silêncio que reinam nestes momentos sempre me surpreendem. É como se ouvissem pela primeira vez a estória. E como curtem...


No final da apresentação aplaudiram entusiasmados, e mostrei-lhes os "kits" com a estória e as personagens que cada um fez, e que agora levariam para casa.

Foi uma alegria enorme, e tivemos que convencê-los a ir para o almoço, e esperar até o final do dia, quando cada um levaria o "seu" Kit para mostras para os pais.

REFLETINDO...

Construir seus próprios recursos para contar uma estória, e ter a oportunidade de levá-los consigo para curtir com a família em casa, podendo contar e recontar a estória utilizando-os , ou empregá-los em outras estórias que conhecem ou que inventarão foi muito importante, e os comentários que fizeram deixaram isto muito claro para nós educadoras.

Valeu a pena ! Apesar do trabalho enorme que isto representou -desde o preparo das peças, o acompanhamento durante a confecção das mesmas até o acabamento das bonecas (cada um fez 3 personagens !!!) - podemos dizer que foi muito bom !

Trabalhamos muitos aspectos pedagógicos, éticos e sociais - que talvez em outros contextos não pudessem ser abordados de forma tão gostosa e efetiva.

É a possibilidade de entrelaçamento dos diferentes aspectos do conhecimento, de compartilhar estes conhecimentos e descobertas , de conviver com outras pessoas- colegas e educadoras - num clima de respeito, afetividade, e curiosidade "científica" que nos faz crescer, aprender e descobrirmo-nos cada vez mais como seres humanos.

É esse novo olhar para a Educação que tenho buscado proporcionar, criando e compartilhando com minhas colegas educadoras dos "Projetos" onde situações criativas, desafiadoras, bem-humoradas e plenas de significado são oferecidas para os "nossos pequenos".

Dar espaço para que eles possam buscar as soluções para as situações que se apresentam, para os conflitos que são normais no relacionamento humano, ter uma atitude menos diretiva, e mais mediadora também tem se mostrado fundamental para o desenvolvimento ético e da autonomia infantil.

Não importa se a minha "aula" (atividade pedagógica) é de Música ou Contação de Estórias, tudo isto tem que estar contido nela, planejado, pensado, esperado...

"A primeira tarefa da Educação é ensinar às crianças a serem elas mesmas. A segunda tarefa é ensinar a conviver ". Rubem Alves

Um beijinho carinhoso, Betty

quarta-feira

O Mingau Doce...preparando as personagens


Hoje vamos postar algumas das imagens obtidas durante o processo de preparação das personagens da estória "O Mingau Doce", pelas crianças do Jardim, na tentativa de mostra um pouco a seqüência em que isto se deu. Acima temos o último passo: não ficaram lindas ?

Já no 1º dia em que contamos a estória as crianças queriam saber "o que vamos fazer pra esta estória ?" É interessante notar como o fato de permitirmos e convidarmos a turminha a participar de uma forma mais efetiva da Contação de Estórias, isto se transforma numa coisa natural e esperada por todos .
Então, durante o tempo em que contamos esta estória íamos paralelamente , e após o horário da contação, "preparando as personagens " para que eles pudessem levá-las para casa, e assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido na escola, e convidar os pais a participarem de uma atividade tão prazerosa para seus filhos.
Este preparo envolvia um trabalho de autonomia, coordenação motora, atenção, concentração, noção de espaço, consciência corporal, entre outros - um verdadeiro e delicioso desafio para os pequenos do Jardim.



Depois de recortadas e coloridas pelas crianças, tratei de dar os acabamentos : roupas e cabelos ! O rosto foi mantido conforme as crianças haviam feito, e as roupas foram coladas apenas nos ombros - permitindo que eles visualizassem o corpo que desenharam.

Foi incrível o envolvimento de todos - até a auxiliar de classe e a professora quiseram fazer suas personagens (a menina, a velha e a mãe) - e ajudavam às crianças enquanto confeccionavam suas boneca também . Isto propiciou um clima de confiança, cooperação, troca e diálogo muito gostoso e importante para a formação pessoal de cada um.

Fico pensando: Como simples bonequinhas de cartolina podem exercer tamanho envolvimento e magia nas crianças ?

Um beijinho carinhoso, e até a próxima ! Betty

A Galinha Ruiva : quando os pequenos fazem o teatro...!


Para fechar a época da Galinha Ruiva eu levei os personagens e as crianças apresentaram a estória para mim, a Juliana , a Nina (nossa querida e entusiasta auxiliar ), e os demais colegas.

Ajudei-os a preparar o cenário com as mesas e os panos apenas, e 4 coleguinhas sorteados assumiram os papéis e movimentavam os personagens conforme contávamos (todos nós) a estória. Cada um podia contribuir contando um pedacinho da estória, enquanto nossos artistas movimentavam os bichinhos e diziam as "falas".

É incrível como nestes momentos as coisas correm super-bem ! O clima é bem gostoso e colaborativo.Cada um dando a sua contribuição, sem muita confusão ou atropelo ! E as crianças adoram apresentar as estórias !

Foi uma época muito gostosa , que se prolongou devido ao interesse das próprias crianças, que sempre aceitavam e propunham novos desafios .

Não sei quem se divertiu ou aprendeu mais : nós, educadoras ou elas...

Mas uma coisa é certa: alguma coisa mudou entre nós - educadoras e crianças. Os vínculos que já existiam foram reforçados e enriquecidos. Surgiu uma cumplicidade tão gostosa e necessária nos processos de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem.

Dizem que "nunca ninguém se banha duas vezes no mesmo rio", e eu diria que "nem na mesma estória...!"

Percebo a cada dia a importância e responsabilidade que estão "veladas" no trabalho com as crianças pequenas. Como atividades e atitudes tão simples têm uma repercussão e uma atuação tão profundas nesses seres tão pequenos, e tão incríveis.

Que capacidades para captar,criar e recriar estão escondidas dentro de cada um deles, e têm que ser respeitadas, compeendidas e aproveitadas por nós educadores.

Tudo isto é para mim estímulo e desafio, que procuro encarar com alegria e gratidão - como venho aprendendo com as crianças.

A todos um beijinho bem carinhoso, Betty

Em Tempo: com exceção da galinha - que foi tricotada pelo meu filhote Matheus quando estava no 1º ano da Escola Waldorf - os demais personagens foram confeccionados pela Arteiras Artesãs (contatos pelo e-mail feltropano@gmail.com ).

Não se esqueça de deixar um comentário, sim ? Obrigada !

sexta-feira

Quem quer fazer um bolo bem gostoso comigo ?


Naquele mesmo dia combinei com a Profª Juliana para fazermos com as crianças o "Bolo da Galinha Ruiva" na semana seguinte , 4ª feira à tarde.

A turminha mal podia esperar pela semana seguinte, e para diminuir essa espera preparei junto com eles- após as nossas aulas - uma pintura com cola de farinha (a receita está em http://aprendizarteatelie.blogspot.com/ , no mês de julho) para que eu adicionasse a receita e todos pudessem levá-la para casa para experimentá-la com suas famílias.

Aproveitamos a folhas secas que as crianças colheram ao trabalharmos a época do Outono, para enfeitar o cartão-receita, e eles adoraram !.É importante valorizarmos tudo o que os pequenos fazem e trazem, e ao incluirmos as folhas demonstramos respeito pela Natureza e pelo fazer infantil.

Acima estão os nosso cartões receita prontos para serem dobrados e envelopados...
Aqui temos como ficou a receita que cada um levou para casa, com origami da galinha ruiva e tudo !

Os ingredientes já haviam sido providenciados, e fomos todos para a cozinha da escola para o grande evento ! A turminha estava bastante animada - todos falavam , perguntavam e respondiam ao mesmo tempo !!!


Juliana pegava cada um dos ingredientes, mostrava o rótulo com o nome (a maioria deles as crianças já conheciam), e lendo e seguindo as instruções da receita ia despejando na tigela a quantidade indicada, enquanto todos contavam em voz alta : 1...2...3...xícaras de farinha !

O ingrediente mais importante não poderia faltar : uma pitadinha de AMOR !!!


Em seguida veio o melhor de tudo, Juliana convidou as crianças para que -em pequenos grupos - "batessem um pouquinho o bolo também !"

Mais leite foi adicionado, e cada um - de volta ao seu lugar, à mesa - pode experimentar um pouco da massa ainda crua... deliciosa !!!
Enquanto o bolo assava, voltamos para a classe, e como estavam todos - tanto as crianças do período da manhã (para as quais eu dou aulas de Música e Contação de estórias), como as do peródo da tarde, eles me pediram para contar novamente a estória, e desta vez me aprontaram um desafio...

Queriam que eu utilizasse um recurso NOVO ! ...mas acontece que eu não havia me preparado para isto...!

Todos estava sentados em roda me aguardando, olhei para um lado e para outro tentando descobrir alguma coisa que me ajudasse, quando vi o TANGRAN com que eles haviam brincado , e tive uma idéia...

Pois é... e foi assim que o quadrado grande se transformou na galinha, o triângulo um pouco menor no gato, o losango no cão, e o retângulo no pato !

Foi uma tarde maravilhosa !!! Quanta coisa foi apresentada, discutida, refletida.

Todos os "eixos do conhecimento " (as "diciplinas" da educação infantil) foram abordados, trabalhados, de forma lúdica e entretecida -interdisciplinarmente!

Contamos, cantamos,"lemos", provamos, tateamos, cheiramos,vimos e ouvimos, experimentamos, cooperamos,esperamos a nossa vez, cedemos a vez,compartilhamos com os amigos, demos muitas risadas, e aprendemos muito, mas muito mesmo !

Já disseram sabiamente que "tudo o que realmente precisamos aprender, aprendemos no Jardim-de-Infância". É uma grande verdade.

E cabe a nós educadoras proporcionar estas vivências, criar estas oportunidades de aprendizagem e crescimento para nós e para as nossas crianças.

O que aconteceu nesta tarde foi muito especial - tanto em relação às educadoras, como em relação às crianças. Mas, isto é uma outra estória que deverá ser contada numa outra oportunidade...

"Vamos dar a despedida como faz o sabiá, vai saindo e vai dizendo até logo, adeus sinhá !"

Um beijinho carinhoso, e não se esqueça de comentar, sim ? Obrigada, Betty

quarta-feira

De volta à Galinha Ruiva...novos recursos


Já mencionei anteriormente que as crianças adoram ouvir "de novo, e de novo, e de novo" as estórias que lhes contamos; e quando sabem que temos uma surpresa a coisa fica ainda mais divertida e instigante...

Na semana seguinte - após ter usado as "meias" como recurso para contar a estória - ao terminarmos a nossa aula de música, pedi para que todos se sentassem e comecei a cantarolar "era uma vez... a estória vai começar..." os olhinhos da turminha já faiscavam de curiosidade... "você vai contar da Galinha Ruiva ?" me arguíram quase que em coro. "Vocês querem ouvir a estória de novo ?" perguntei, mas só por perguntar (pois a resposta eu já conhecia). "Sim, sim ! Conta, vai..."

Diante de tal insistência não tive outra saía senão...

"Certo dia a Galinha Ruiva estava ciscando no quintal..." e enquanto contava, retirei de dentro de minha bolsa de materiais uma "luva dedoche" com os personagens da estória em miniatura, e coloquei-a na mão, dando prosseguimento à narrativa.

O encantamento espelhado no rostinho de cada uma delas, o brilho nos olhos, o sorriso ... uma mistura de espanto e admiração...

Este é o clima que deve reinar durante uma contação de estórias : envolvimento , magia , curiosidade e silêncio ativo, participativo....

Somente nestas condições sentimos que alguma coisa especial está acontecendo...

Muitos autores já constataram que é no espaço interpessoal que os processos pedagógicos e terapêuticos acontecem.


É no ENTRE o EU e o TU. E é mágico...!

Terminada a estória todos queriam "experimentar" a luva dedoche, e com muita calma fui convidando cada um a fazê-lo, e a tentar esperar a sua vez, pois ela com certeza chegaria...

Enquanto se deliciavam calçando a luva e repetindo partes da estória, voltei-me para a professora da classe ( a Jú) e lhe disse "displicentemente"...

"Olha ! tem um envelope na minha bolsa...! Será que é uma cartinha ? Jú, dê uma olhadinha aqui, por favor, e leia para nós, sim ?"

Passei-lhe o envelope, e neste momento todos voltaram a atenção para ele, rodeando a Juliana para "ler" também...

Era nada mais nada menos que uma cartinha da Galinha Ruiva, com uma receita de Bolo de Chocolate !

Foi uma alegria ! Juliana mal pode ler a cartinha, tamanha a excitação ! Em seguida ela perguntou se eles gostariam de fazer o bolo lá na Escola , e a resposta eu nem preciso dizer que foi um eufórico "Sim !".

...Entrou por uma porta... saiu pela outra... Quem quiser, quem quiser que conte outra ...!

Na próxima postagem vou contar como foi a "estória" do bolo. Não Percam !!!

EM TEMPO : Se você quiser encomendar luvas dedoches desta ou de outras estórias entre em contato com as Arteiras Artesãs pelo e-mail :
feltropano@gmail.com

Um beijinho , e...até lá ! Betty


Nosso cantinho completa hoje 2 meses ! E - apesar de nosso "contador de visitas" ter sido instalado há um mes - já ultrapassamos as 2000 visitas !!!! Obrigada !!!

Mas não se esqueçam de deixar um comentário, combinado ?

Beijinhos, Betty





Recursos para contar estórias...um ótimo presente !


Um breve intervalo para uma visitinha à http://feltro-la-pano-papel.blogspot.com/

Lá temos uma surpresa para todos...

Vale a pena também ir à http://aprendizarteatelie.blogspot.com/

Na próxima postagem continuaremos a mostrar como foi o trabalho maravilhoso desenvolvido com as crianças a partir da estória da Galinha Ruiva, tá ?

Um beijinho carinhoso, Betty


...mas não deixe de comentar, sim ?



domingo

Novos recursos: onomatopéias, expressões, gestos e...meias !!!

É verdade...
Uma outra vez em que fui contar a estória, resolvi estimular a imaginação da turminha, e nada melhor do que apresentar algo não-pronto, algo que precisa ser completado com a fantasia e a imaginação !

Cheguei, e logo perguntaram "você trouxe os bichinhos?"..."os palitinhos ?!?".

Fiz uma cara bem enigmática, e balancei a cabeça respondendo que "não..."

"O que você trouxe então ?" perguntaram meio decepcionados, meio curiosos.

"Ah! Vocês vão ver..." respondi - e cantaroando "era uma vez...a estória vai começar..." convidei-os a sentar no chão e em roda, enquanto preparava com os panos coloridos o "cenário".

Tirei de uma bolsa 4 pés de meias em cores diferentes. As meias estavam esticadas, e sem muita pressa comecei a enrolá-las, formando assim os personagens, enquanto começava a contar a estória.

As carinhas surpresas e maravilhadas que fizeram foi formidável !!!

Para enriquecer ainda mais, resolvi substituir as falas do cão, do gato e do pato por onomatopéias entoadas de maneiras variadas e acompanhadas de gestos e expressões faciais :

miaaaaau, miaumiaumiau...!

Au!Au,au,au!...

Quá,quá,quá,quá,quá,quá,quá...!

Foi muito divertido, rimos muito, enquanto as crianças assumiam o contar a estória com as onomatopéias, gestos e caretas !!! Devíamos ter filmado...

No final da estória queriam mais, e mais; e uma delas se saiu com esta :"Legal, vou contar esta (estória) lá em casa, porque meia...eu tenho !

Não é maravilhoso ?

"...Entrou por uma porta, saiu pela outra...quem quiser, quem quiser que conte outra !"

Até a próxima, e não se esqueçam de COMENTAR, tá ?
Um beijinho carinhoso, Betty
Notícia de última hora : ultrapassamos as 1000 visitas !!! Super obrigada !!! Beijos...

quinta-feira

Curtindo a Galinha Ruiva


Da segunda vez que contei esta estória resolvi trazer um recurso muito legal, barato e muito fácil de confeccionar:os fantoches de vara em cartolina, coloridos com lápis de cor e presos a espetos de churrasco. Ah! Que alegria ! Adoraram.

A grande vantagem é a rapidez na confecção e a facilidade na manipulação dos bonecos, além de estimular o movimento de pinça (ou oposição polegar-indicador).

Recontar a mesma estória é muito bom para as crianças, que inclusive solicitam que façamos isto, e enriquecê-la com recursos variados é melhor ainda.


Os moldes estão em http://feltro-la-pano-papel.blogspot.com/ É só clicar e boa estória !


E...como fazemos em aula..."vamos dar a despedida como faz o sabiá, vai saindo e vai dizendo: até logo, adeus , sinhá !"

Um beijinho carinhoso, e tchau, tchau ! Betty

Você vai deixar um comentário só pra me fazer feliz, não é mesmo ? Obrigada !

domingo

Sobre os origamis...


Olá!

Acabo de fazer uma descoberta que quero compartilhar com vocês :
Se você gosta de fazer origamis faça uma visitinha a este site:


Tem de tudo !!! Passo-a-passo e sob forma de animação.
Ah! Assim que a página começa a abrir vem uma solicitações para instalar o pacote de tradução para o idioma - NÃO ACEITE, FECHE A JANELA ! Espere abrir e vá fechando esta "insistente janelinha". Depois de aberta a página clic numa bandeirinha (eu cliquei na da Inglaterra) para fazer a tradução automática, é bem melhor.

Bom divertimento,e..."sayonará !!!"

Beijinhos, Betty

Gostou ? Então deixe um COMENTÁRIO !!!

quinta-feira

A Galinha Ruiva - uma estória bem curtida

Quando escolhemos esta estória para contar para as crianças do Jardim , não podíamos imaginar que fosse agradar tanto...


Como sempre 1º nós contamos a estória numa rodinha, sem usar qualquer recurso que não fosse a nossa voz, nossa expressão facial e corporal, nossa gestualidade. Procuramos explorar bastante os elementos da narrativa : as curvas melódicas, as pausas, a entonação.E isto foi o suficiente para este 1º contato dos pequenos com a estória, que é a seguinte :
Certo dia a Galinha Ruiva estava ciscado no quintal e achou um grão de trigo.
"-Quem quer plantar este grãozinho de trigo comigo ?" perguntou ela.
"-Eu não ", disse o cão.
"-Eu também não", disse o gato.
"-Nem eu", disse o pato.
"-Muito bem, então eu mesma o plantarei", pensou a Galinha Ruiva. E assim o fez. Passado algum tempo o trigo cresceu e ficou maduro.
"-Quem quer colher as espigas de trigo comigo ?" perguntou a Galinha Ruiva.
"-Eu não", disse o cão.
"-Eu também não", disse o gato.
"-Nem eu", disse o pato.
-"Muito bem, então eu mesma o colherei", resolveu a Galinha Ruiva. E assim o fez.

Ao terminar ela tornou a perguntar :

"-Quem quer debulhar as espigas do trigo comigo ?"

"-Eu não", disse o cão .

"-Eu também não", disse o gato.

"-Nem eu", disse o pato.

"-Muito bem, então eu mesma o debulharei" falou a Galinha Ruiva. E assim o fez.

Ao terminar ela tornou a perguntar :
"-Quem quer ir comigo ao moinho levar este trigo para virar farinha?"
"-Eu não", disse o cão.
"-Eu também não", disse o gato.
"-Nem eu", disse o pato.
"-Muito bem,então eu mesma o levarei" decidiu a Galinha Ruiva.E assim o fez. Quando voltou de lá com a farinha , ela tornou a perguntar:


"-Quem quer fazer comigo um delicioso bolo para o lanche ?
"-Eu não", disse o cão.
"-Eu também não" , disse o gato.
"-Nem eu",disse o pato.
"-Muito bem, então eu mesma o farei"disse a Galinha Ruiva.E fez um bolo bem gostoso, que cheirava muito bem.

"-E agora, quem quer comer este bolo tão delicioso comigo ? Perguntou a Galinha Ruiva."-Ah ! Eu o comerei !" disse o cão."-Oba ! Eu também!" disse o gato.
"-E eu !" disse o pato.
Então, a Galinha Ruiva ficou toda arrepiada, e lhes respondeu :
"-Pois fiquem sabendo que não vão provar nem um pedacinho, seus preguiçosos!" Chamou os pintinhos (e a todos que estão ouvindo esta estória), e repartiu o bolo.


"Entrou por uma porta...saiu pela outra...quem quiser...que conte outra ...!"

Se você deixar um comentário para mim eu ficarei MUITO FELIZ ! COMENTE !

Um beijinho carinhoso , a até a próxima. Tchau,tchau ! Betty

sábado

Continuando as muitas maneiras de se contar a mesma estória...


Continuando com a estória do Gatinho e do Ratinho, uma outra opção bem interessante é trabalhar com recicláveis: não custam nada, existem materiais interessantíssimos, em lindas cores e as formas mais incríveis, permitindo que a fantasia e a criatividade tanto dos adultos como das crianças seja estimulada. Podem ser muito trabalhados, ou modificados , ou apenas pequenos toques já são suficientes para que a peça reciclável ganhe a forma do personagem.

Aqui optamos por realizar poucas interferências no material, como podem ver :


Gato : tampa cobre com apenas um rabinho elevado;

Rato: tampa prateada, também com a penas um rabinho;

Vaca:garrafinha plástica branca com tampa preta;

Fazendeiro: pote de desodorante com tampa azul;

Açougueiro: pote de desodorante com tampa vermelha;

Padeiro: pote de desodorante com tampa branca.


O mais incrível é que foram as próprias crianças que "escolheram" qual seria o pote que representaria cada um dos personagens humanos, relacionando a "cor dos chapéus" (única diferença entre eles) com a função de cada um. Sabemos que as cores "falam", traduzem estados, sentimentos, são plenas de significados , e o que aconteceu só vem reforçar esta afirmação.


Contamos a estória apresentando os personagens, e depois providenciamos panos e demais acessórios - como pinhas - para compor o cenário. As crianças se encantaram, e quiseram recontar a estória apresentando um teatro para nós educadoras. Foi muito legal, e elas adoraram. Cada uma escolheu o personagem que iria fazer, pegou o "bonequinho" correspondente, e pronto. Sem ensaio, sem estresse, cada um ia "entrando em cena", falava sua parte, e quando havia algum engano ou esquecimento os próprios colegas ajudavam, corrigiam...e no final tudo deu certo, e todos gostaram muito.


Por hoje é só. Um beijinho, Betty

quarta-feira

As muitas maneiras de contar a mesma estória...



As crianças normalmente querem ouvir repetidamente uma estória de que gostaram. Por outro lado, adoram novidades, isto instiga-lhes a imaginação e sacia-lhes a curiosidade. É porisso
que costumo contar a mesma estória para elas pelo menos 4 ou 5 vezes, e procuro apresentá-la sempre de uma forma nova, utilizando recursos diversificados, pois isto - além de encantá-las - mostra-lhes as muitas possibilidades que temos para apresentar uma estória, e também ajuda a mantê-las interessadas na mesma.
Acima estão os cartazes do gatinho e do ratinho que utilizei em uma das vezes que contei a
estória para os pequenos (maternal 2 a 3 anos, e jardim 4 a 5 anos).
A medida que eu contava a estória ia apresentando os cartazes - sem me referir ao personagem, só mostrando a imagem - e assim as crianças iam antecipando os acontecimentos, participando efetivamente da atividade com muita alegria e envolvimento, e mostrando que haviam captado a seqüência lógico-temporal , memorizado muitos dos detalhes e até parte dos diálogos !!!
Numa outra oportunidade- e com as crianças maiores- deixei os cartazes para serem colocados na ordem cronológia dos acontecimentos, e depois elas fizeram questão de recontar a estória utilizando-os.
É incrível como o interesse e a participação delas aumenta, vivificando a atividade que pode ser aproveitada para explorar e/ou enriquecer outros eixos temáticos como natureza e sociedade, matemática,linguagem oral e grafica, música, movimento, etc. Isso irá depende a professora da classe.
Cartazes com os demais personagens também foram confeccionados, como podem ver a seguir :








Utilizamos outros recursos nas outras vezes em que recontei "O Gatinho e o Ratinho", mas isto é uma outra estória, que deverá ser contada numa próxima vez...

Um beijinho carinhoso e Tchau, tchau !!! Betty