terça-feira

O Sonho dos Ratos- Rubem Alves


Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade…Bem pertinho é modo de dizer.
Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato… O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho…Os ratos odiavam o gato.
Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro…
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. “Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam os camundongos, “então todos serão felizes”…
– O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
– Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: “o queijo, já!”…
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.
O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.
Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.
Arreganharam os dentes. Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando. Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.
“Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!”

domingo

O Buda e o Deva


O BUDA E O DEVA
O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte "duelo":
O Deva:
- Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.
- Qual é o maior veneno?
- A inveja é o mais mortal veneno.
- Qual é o fogo mais ardente?
- A luxúria.
- Qual é a noite mais escura?
- A ignorância.
- Quem obtém a maior recompensa?
- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
- Quem sofre a maior perda?
- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
- Qual é a armadura mais impenetrável?
- A paciência.
- Qual é a melhor arma?
- A sabedoria.
- Qual é o ladrão mais perigoso?
- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
- Qual o tesouro mais precioso?
- A virtude.
- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
- O que atrai?
- O bem atrai.
- O que repugna?
- O mal repugna.
- Qual é a dor mais terrível?
- A má conduta.
- Qual é a maior felicidade?
- A libertação.
- O que ocasiona a ruína no mundo?
- A ignorância.
- O que destrói a amizade?
- A inveja e o egoísmo.
- Qual é a febre mais aguda?
- O ódio.
- Qual é o melhor médico?
- O Buda.
O Deva então faz sua última pergunta:
- O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
- O benefício das boas ações.
Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.''
(autor desconhecido)

A respeito do Mal...



A respeito do Mal, Rudolf Steiner conta a seguinte história:

"Era uma vez um homem que muito pensava a respeito das coisas do universo.
O que mais atormentava o seu espírito era quando procurava conhecer, saber, entender a origem do Mal.
Ele não conseguia encontrar resposta.
“O mundo provém de Deus” - dizia ele a si mesmo, “e Deus só pode trazer o Bem dentro de si. Como podem então surgir pessoas más a partir do Bem?”
E ele voltava a pensar, a pensar “Como então se originam pessoas más a partir desse grande Bem?”
Mas tudo em vão, a resposta não conseguia ser encontrada.
E num certo dia aconteceu que esse homem que tanto cismava, no seu caminho veio a encontrar uma árvore que estava dialogando com um machado.
Dizia o machado para a árvore:
“Uma coisa que para você é impossível fazer, para mim é fácil: eu posso derrubá-la, mas você não pode me derrubar”.
Respondeu a árvore ao machado presunçoso:
“Faz um ano, passou por aqui um homem e tirou do meu corpo, usando um outro machado, a madeira para fazer o seu cabo”.
E tendo o homem ouvido essa conversa nasceu em sua alma um pensamento que ele não conseguia colocar claramente em palavras, mas esse pensamento respondia integralmente a questão: Como pode descender maldade do Bem."

segunda-feira

O Encantado do Rio da Pedreira


O Encantado do Rio da Pedreira

Eles lavam roupa nos rios e igarapés. Às vezes formam-se grupos que reúnem as vizinhas e, ao mesmo tempo em que vão lavando a roupa, ou batendo ou ainda colocando para secar, vão conversando e sabendo das novidades, que geralmente não são muitas, a não ser quando os maridos vão à sede do município ou quando são visitadas por alguém. As visitas também pouco acontecem: parentes ou poucas amizades que vem da capital ou de outro município vizinho. De qualquer forma, é uma atividade que promove o encontro social das interioranas e a alegria das crianças. Sim, porque geralmente as crianças acompanham as mães e para elas é uma grande diversão banhar-se no rio ou igarapé e brincar de mil e uma maneiras. Só que as crianças nem sempre sabem dos perigos das águas e das matas da Amazônia… Aos poucos, com os ensinamentos dos mais velhos e a própria vivência, é que vão aprendendo que as águas e matas têm seus senhores, que têm suas leis, que têm seus horários, enfim, que têm seus segredos… e que todos têm que ser respeitados, senão…
Maria Auxiliadora da Silveira Leão, mais conhecida por Lia, é filha de Primavera e é quem conta a história que segue…
Como de praxe, D. Tercília foi com os filhos, um menino e uma menina, lavar roupa no Rio da Pedreira, nos campos de Mirasselva. E lá ficou entretida em seu trabalho, enquanto os filhos brincavam. Completamente absorvida em sua faina, não reparou o que acontecia com o casal. Somente quando a menina gritou, chamando-a, é que D. Teca – como atende D. Tercília – virou-se e verificou que apenas a menina estava ali, o menino havia desaparecido. D. Teca inquiriu a menina.
- Onde está o teu irmão?
- A mulher levou ele…
- Que mulher? Que história é essa?
- Foi, mamãe… Nós estava brincando e banhando rio mais abaixo, pra não atrapalhar seu trabalho, quando surgiu uma mulher no rio e chamou a gente! Eu não fui, mas sabe como é o mano, né? Ele foi… Ela me chamou também, mas eu fiquei com medo… Não sei por que, mas fiquei com medo… Ela era bonita e estava rindo…
- Mas que negócio é este? Que mulher? Não tem nenhuma mulher aqui…
- Mas já disse… Ela apareceu no rio e chamou a gente. Ela era muito bonita e estava achando graça e nos chamava pra gente ir lá com ela…
- Ir lá aonde, menina? – perguntava D. Teca já se desesperando.
- Lá onde ela estava, no meio do rio… eu fiquei com medo… o mano foi e…
- E aí, o que aconteceu?
- Ele deu a mão para ela e os dois sumiram no rio…
- Não é possível, não é possível.
D. Teca saiu procurando o menino rio acima e rio abaixo e nada. Procurou na mata próxima e não encontrou seu filho. Correu  à sua casa, avisou os vizinhos e foram todos ao local, onde realizaram uma grande busca… e igualmente nada.
Depois de vários dias de procura sem resultado, aconselhada por amigos e vizinhos, D. Teca resolveu procurar o pajé local.
Em lá chegando, após contar o caso, D. Teca viu o pajé concentrar-se e, em seguida, com voz grave, dizer-lhe: – Seu filho está encantado no fundo do rio. A mãe do rio se agradou dele e encantou ele.
- E o que devo fazer? Perguntou, nervosa, D. Teca.
- A senhora não tem muita coisa a fazer, não… Entretanto, vai ter uma oportunidade para seu filho ser desencantado… Mas tem de ser feito como eu digo!
- Diga, diga o que devo fazer, que farei…
- Mas não é a senhora que tem de fazer. Olhe, se acalme e me ouça com atenção. Como já disse, o curumim foi encantado e agora vive no fundo do rio… Mas só quem pode desencantar ele é a madrinha. Ele vai aparecer encantado na forma de uma cobra, uma pequena cobra, na casa de vocês. A madrinha dele deve estar lá. Quando ver a cobra, deve jogar em cima dela o pano com que o curumim foi batizado. A cobra não vai se mexer. Então deve cortar o rabo da cobra. Se isto for feito tal como estou dizendo, o seu filho será desencantado!
D. Teca saiu da casa do pajé direto para a casa de sua irmã, que era a madrinha do menino. Lá contou tudo o que acontecera, convidando-a para ir passar uns tempos em sua casa, até a cobra aparecer e poder se realizar o desencante.
A irmã de D. Teca aceitou de imediato o convite. Procuraram o pano usado no batismo e encontraram. E ficaram no aguardo dos acontecimentos…
E lá um dia… não demorou muito, mas, quando menos esperavam, eis que… Mas faltou dizer ainda que a madrinha do menino fizera uma autêntica preparação. Vivia com o pano de batismo do menino seguro na sua vestimenta, bem como estava com uma faca sempre por perto. Não queria que, quando a cobra aparecesse, ela estivesse desprevenida, mesmo porque o pajé dissera, aparece para a madrinha do menino, bem no meio da sala. Não era uma cobra grande, pelo contrário, devia ter no máximo sessenta centímetros. Mas a madrinha, como se estivesse hipnotizada, ficou olhando a cobra atravessar a sala, sair pela porta da rua em direção ao mato da frente e sumir, sem que conseguisse se mexer, quanto mais lançar o pano de batismo do menino em cima da cobra e ainda cortar-lhe o rabo…
O menino não apareceu até hoje.
Dizem os moradores do local que se encontra encantado, em forma de cobra, no fundo do Rio da Pedreira…

Walcyr Monteiro, nasceu em Belém do Pará. Jornalista, funcionário público e professor foi membro de diversas instituições culturais como o Instituto Histórico e Geográfico do Pará (ITERPA) e Centro Paraense de Estudos do Folclore. Teve trabalhos publicados em Portugal (Instituto Piaget) e no Japão (Shinseken), dentre os quais Visagens e Assombrações de Belém, As incríveis histórias do caboclo do Pará e a série, Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia.
 

Seja como...o LÁPIS !


O menino observava seu avô escrevendo em um caderno, e perguntou:
— Vovô, você está escrevendo algo sobre mim?
O avô sorriu, e disse ao netinho:
— Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele, quando crescer.
O menino olhou para o lápis, e não vendo nada de especial, intrigado, comentou:
— Mas este lápis é igual a todos os que eu já vi. O que ele tem de tão especial?
— Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo, respondeu o avô.
— Primeira qualidade: assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça de que existe uma "mão" que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.
— Segunda qualidade: assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um "apontador". Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.
— Terceira qualidade: assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.
— Quarta qualidade: assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante que a sua aparência.
— Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas na vida das pessoas, portanto, procure ser consciente de cada ação, deixe um legado, e marque positivamente a vida das pessoas.
Autor desconhecido

quarta-feira

Curando...


Entrevista com um médico tibetano (Ayurvédica): Lama Tulku Lobsann
- quando um paciente vem a sua consulta, como descobre qual é a sua doença?
- olhando como se move, sua postura, a forma de olhar. Não preciso que me fale nem me explique o que se passa. Um Doutor de medicina tibetana experiente, só com que o paciente se aproxime a cerca de 10 metros, pode saber que doença sofre.
- mas também ouve os pulsos.
- assim obtenho a informação que preciso da saúde do doente. Com a leitura do ritmo dos pulsos é possível diagnosticar um 95 % das enfermidades, inclusive psicológicas. A informação que o dan é rigorosa como a de um computador. Mas Lê-los requer muita experiência.
- e depois, como cura?
- com as mãos, o olhar, e preparados de plantas e minerais.
- segundo a medicina tibetana, qual é a origem das doenças?
- a nossa ignorância.
- Então, perdoe a minha, mas, o que entende por ignorância?
- não saber que não sabes. Não ver com clareza. Quando vemos com clareza, não tens que pensar. Quando não vês claramente, põe em prática o pensamento. E quanto mais pensamos, mais ignorantes somos e mais confusão criamos.
- como posso ser menos?
- Dou-lhe um método muito simples: praticando a compaixão. É a maneira mais fácil de reduzir os teus pensamentos. E o amor. Se quer a uma pessoa de verdade, ou seja, se não a queres só para ti, aumenta a tua compaixão.
- que problemas vê no Ocidente?
- o medo. O medo é o assassino do coração humano.
- Por quê?
- porque com medo é impossível ser feliz, e fazer felizes os outros.
- como enfrentar o medo?
- com aceitação. O medo é resistência ao desconhecido.
- e como médico, em que parte do corpo vê mais problemas?
- na coluna, na parte baixa da coluna: vocês se sintam muito tempo na mesma posição. Absolutamente, vocês têm muita rigidez.
- temos muitos problemas.
- pensamos que temos muitos problemas, mas na realidade o nosso problema é que não os temos.
- o que quer dizer?
- que nos habituámos a um nível de necessidades básicas satisfeitas, de modo que qualquer pequena contrariedade nos parece um problema. Então, ativamos a mente e começamos a dar voltas e mais voltas sem resolvê-lo.
- alguma recomendação?
- se o problema tem solução, já não é um problema. Se não, também não.
- e para o stress?
- para evitar isso, o melhor é estar louco.
-...?
- é uma piada. Não, não tão piada. Me refiro a ser ou parecer normal por fora e por dentro estar louco: é a melhor maneira de viver.
- que relação tem com a sua mente?
- sou uma pessoa normal, ou seja que penso muitas vezes. Mas tenho treinada a mente. Isso quer dizer que não sigo meus pensamentos. Eles vêm, mas não afetam nem minha mente, nem o meu coração.
- você ri-se muitas vezes.
- Quando alguém ri nos abre seu coração. Se não abrires o teu coração, é impossível ter sentido de humor. Quando rimos, tudo é claro. É a linguagem mais poderoso: nos conecta uns com os outros diretamente.
- também acaba de editar um cd de mantras com base eletrônica, para o público ocidental.
- a música, os mantras e a energia do corpo são a mesma coisa. Como o riso, a música é um grande canal para conectar com o outro. Através dela, podemos nos abrir e transformar: assim a usamos em nossa tradição.
- o que você gostaria de ser de maior?
- Gostaria de estar preparado para a morte.
- e nada mais?
- o resto não importa. A morte é a coisa mais importante da vida. Acho que já estou preparado. Mas antes da morte, devemos cuidar da vida. Cada momento é único. Se damos sentido à nossa vida, chegamos à morte com paz interior.
- aqui vivemos de costas para a morte.
- faz a morte em segredo. Até que chegará um dia de sua vida em que já não será um segredo: não se podem esconder.
- e a vida, que sentido tem?
- a vida tem sentido, e não. Depende de quem sejas. Se você realmente vive sua vida, então a vida tem sentido. Todos temos vida, mas não todo o mundo a vive. Todos temos o direito de ser felizes, mas temos que exercer esse direito. Se não, a vida não tem sentido.
💞
www.akashicos.net.

quinta-feira

A Mala




Um homem morreu, e ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.
E Deus disse:
- Bem, filho, hora de irmos.
O homem assombrado perguntou:
- Já? Tão rápido? Eu tinha muitos planos..
- Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
- O que tem na maleta? Perguntou o homem.
E Deus respondeu:
- Os seus pertences!!!
- Meus pertences? Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?
Deus respondeu:
- Esses nunca foram seus, eram da terra.
- Então são as minhas recordações?
- Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.
- Meus talentos?
- Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.
- Então são meus amigos, meus familiares?
- Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.
- Minha mulher e meus filhos?
- Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.
- É o meu corpo.
- Nunca foi seu, ele era do pó.
- Então é a minha alma.
- Não! Essa é minha.
Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia... Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:
- Nunca tive nada?
- É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus. A vida é só um momento... Um momento só seu!
Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade. Que nada do que você acredita que lhe pertence
o detenha... Viva o agora! Viva sua vida!
E não se esqueça de SER FELIZ, é o único que realmente vale a pena!
As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui.
VOCÊ NÃO LEVA NADA!
Valorize àqueles que valorizam você, não perca tempo com alguém que não tem tempo para você.

quarta-feira

Nossos CURSOS e GRUPO de ESTUDOS via SKYPE !!!

Amigos !
Agora podemos APRENDER...ENSINAR...TROCAR IDEIAS ...AO VIVO...pelo SKYPE !!!

A partir de FEVEREIRO ... Vamos TECER HISTORIAS juntos !!!

As INFORMAÇÕES estão todas aqui mesmo no blog, é só CLICAR :

Para reservas ou outras informações : tecendohistorias@gmail.com


Até lá ! 


domingo

A Natureza de cada um....

A Natureza de Cada Um....
Um mestre do Oriente viu quando uma cobra estava morrendo queimada e decidiu tirá-la do fogo, mas quando o fez, a cobra o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo no fogo e estava se queimando de novo. O mestre tentou tirá-la novamente e novamente a cobra o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-la do fogo ela irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza da cobra é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de um pedaço de ferro o mestre tirou a cobra do fogo e salvou sua vida.
Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal, não perca sua essência; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.

quarta-feira

O Sentido da Vida


SENTIDO DA VIDA:
"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago."
Autor: Desconhecido

sábado

Qual desses personagens você é ?


Qual desses personagem você é?
O Ratinho
Numa fazenda descobriu-se um ratinho vivendo livre e feliz, o dono da fazenda insatisfeito logo arrumou um jeito de armar uma ratoeira para apanhá-lo o qual logo ficou sabendo da armadilha. O ratinho desesperado foi pedir ajuda aos seus amigos e procurou a galinha dizendo: Dona galinha estou em apuros o fazendeiro armou uma armadilha para mim porque quer me matar, porém a galinha lhe disse: cococó meu amigo a ratoeira é para você, o que eu tenho com isso? Desolado o ratinho continuou buscando ajuda e foi falar com o porco que era valente e com certeza iria ajudar, o porco porém lhe disse: ronc, ronc você acha que eu devo me preocupar com isso? eu não caio em armadilhas. Desesperado suando frio e em cólicas o ratinho pensou, acho que preciso procurar alguém que seja grande, assim vai colocar medo no fazendeiro e vou conseguir escapar, foi procurar a vaca formosa, grande e linda: mas ela lhe disse: Oh meu pobre rapaz esta questão não me pertence, não posso fazer nada por você. Ele seria pego sem piedade. E uma noite a esposa do fazendeiro viu uma cobra passando pela sala foi tentar matá-la e ao deslizar seu corpo para fugir a cobra bateu o rabo na ratoeira a qual desarmou e a prendeu, ela com dor picou a dona, que caiu doente com muita febre. O fazendeiro resolveu fazer uma canja para recuperar a saúde de sua senhora, foi no galinheiro e lá se foi dona galinha. E a mulher continuava acamada sem melhoras, pediu aos seus familiares que viessem ajudar e quando eles chegaram perceberam que faltava banha, e a valentia do porco deixou de existir. Mas todo sacrifício e cuidados não foram suficientes para salvar a esposa do fazendeiro que morreu pouco tempo depois. Vieram todos da família tanto dela quanto dele, mais a vizinhança e os amigos, eram tantas pessoas que a carne estocada foi pouco, e a formosa, linda e grande vaca veio servir de alimento para o povo.

domingo

Caça aos Ovos de Páscoa...comece a preparar....

Quem tem crianças em casa sabe que a Páscoa não é a Páscoa sem uma genuína caça aos ovos! Para além de ser uma atividade súper divertida para animar a pequenada no Dia de Páscoa, é também muito fácil de organizar e preparar!

Os convites

Aguce o apetite dos seus filhos ao criar um pequeno cartão de Páscoa – em cartolina, no formato de um ovo, por exemplo – onde comunica que vai haver uma caça aos ovos no fim de semana da Páscoa. Surpreenda-os e deixe o cartão no seu lugar à mesa antes do jantar ou do pequeno-almoço. Se quer convidar familiares e amigos, crie convites semelhantes juntamente com os miúdos e enviem por correio ou entreguem em mão com o máximo de antecedência possível.

Decorar os ovos

Os ovos são a estrela desta caça, por isso, vai precisar de pelo menos 10 por criança – pode optar entre os tradicionais ovos cozidos que são depois decorados de mil e uma formas, pode adquirir ovos de plástico coloridos ou então usar ambos. Pode pintar os ovos previamente, em conjunto com as crianças ou surpreendê-las com as suas próprias obras de arte. No que toca aos ovos de plástico, pode escolher aqueles modelos que podem ser abertos e que são perfeitos para esconder uma surpresa de Páscoa adicional – míni ovos de chocolate, um pequeno brinquedo alusivo à quadra ou uma dica sobre o paradeiro de outros ovos de Páscoa!

Preparar os cestos

Para poderem apanhar os ovos que descobrirem durante a caça da Páscoa, as crianças vão precisar de um recipiente e o mais indicado é, sem dúvida, um cesto com uma boa pega. Nesta altura do ano, facilmente encontra cestos do género a baixo custo: pode torná-los mais apelativos, personalizando-os com etiquetas onde coloca o nome de cada criança que irá participar na caça aos ovos da Páscoa e/ou pintando cada cesto numa cor diferente com tinta em spray. Para finalizar, ate uma fita colorida a cada cesto. Outra boa atividade para fazer com as crianças antes do grande dia da caça!

Esconder os ovos de Páscoa

Idealmente, uma caça aos ovos da Páscoa deve realizar-se ao ar livre, no jardim de casa, por exemplo. Se estiver bom tempo, o seu sucesso será garantido, mas tenha sempre um plano B, pois, se as condições meteorológicas não o permitirem, terá de realizar a caça aos ovos da Páscoa dentro de casa. 

Nesse caso, saiba de antemão a que divisões da casa quer limitar a caça, escolhendo aquelas onde as crianças possam andar à vontade, em segurança e sem o risco de partir alguma coisa. À medida que vai escondendo os ovos de Páscoa, anote todos os esconderijos numa lista para que nenhum ovo fique esquecido!

1,2,3… partida!

Tenha um ponto de partida, de onde todas as crianças vão sair à hora da caça aos ovos de Páscoa e decore-a com fitas, balões e até alguma sinalética gira. Pode ainda afixar setas ou sinais com pequenas dicas sobre o esconderijo dos ovos, espalhadas pelo recinto reservado à caça. Se, durante a caça aos ovos de Páscoa, verificar que existem crianças com dificuldade em encontrar ovos, dê-lhes algumas pistas e mantenha todos na corrida!

Os tesouros encontrados

Depois de encontrados todos os ovos da Páscoa, aproveite para tirar algumas fotos das crianças com os seus tesouros – pode até criar um pequeno cenário alusiva à Páscoa para tornar as fotografias mais memoráveis. Se houver tempo e disponibilidade, tenha já preparada uma mesa com lápis de pintar, brilhantes, autocolantes e outros materiais decorativos, assim como uma caixa de ovos vazia para cada criança (vá colecionando com antecedência) para que cada uma possa decorar a sua e depois transportar os ovos de Páscoa para casa em segurança. Assim, os cestos podem ser guardados para a caça aos ovos do próximo ano! Uma tradição a manter…
Feliz Páscoa e boa caçada!

quinta-feira

Dicas sobre Histórias


Um site fantástico : http://tolkienbrasil.com/




Acima uma canção élfica para nos encantar...
Explore bem...tem palestras incríveis também...
Fica a dica ! Bjs !


sábado

Preparando o Natal - biscoitos...


Adoro fazer biscoitos de Natal  !
São um lindo presente e uma delícia de fazer e...comer !!!
Encontrei um endereço bem legal cheio de forminhas, embalagens e...tudo mais :
Loja Santo Antonio :
Horário de funcionamento da Loja Física Segunda a Sexta das 8h às 18:30h
Sábado das 8h30h às 14:30hNosso Endereço Rua Serra de Juréa, 736 - Tatuapé
São Paulo - SP

Telefone: 11 2225-9100
http://www.lojasantoantonio.com.br/institucional/empresa
Outro endereço :
Chocolandia  (vários endereço !)

UNIDADE IPIRANGA: Rua Silva Bueno, 2040

Segunda a Sábado - 08h às 21h / Domingos e Feriados 09h às 18h
(11) 2889-7600
http://www.chocolandia.com.br/


Gingerbread Cookies ( receita de família )

3/4 xícara ( chá) de manteiga sem sal ( 150g ) em temperatura ambiente
3/4 xícara ( chá ) de açúcar mascavo peneirado
1 colher ( chá ) gengibre fresco ralado   ( se gostar mais forte, pode colocar 2 colheres de chá )
1 colher ( chá ) de pimenta em pó ( opcional )
1/4 colher ( chá ) de sal
4 colheres ( chá ) de canela
1 colher ( chá ) noz moscada
1 colher ( café ) cravo em pó
1 ovo inteiro peneirado
1/3 xícara ( chá ) melaço
3 xícara ( chá ) farinha  de trigo peneirada
1 colher ( chá ) baunilha ( opcional )
1 punhado de nozes bem trituradas ( opcional )

Pré- aqueça o forno a 180ºC
Bater a manteiga na batedeira por 30 segundos.
Acrescente o açúcar mascavo, o gengibre, o sal, a canela, a noz- moscada e o cravo  (baunilha e pimenta se for usar ), batendo até incorporar.
Separadamente, bata o ovo e o melaço.
Misture tudo.( acrescente as nozes se for usar )
Acrescente a farinha aos poucos e vá incorporando com as mãos.
A massa não deve ficar grudenta, se necessário acrescente um pouquinho mais de farinha peneirada.
Separe a massa em duas partes, envolva em insulfilm e deixe na geladeira por 2 horas.
Estenda a massa e corte.
Não precisa untar a forma
Asse por + ou - 10 minutos
Até ficar " levemente " dourado em baixo
Preste atenção, quando começar a sentir o cheiro maravilhoso do biscoito  já estará quase pronto e a partir daí pode queimar fácil.
Este biscoito pode ser feito com antecedência e armazenado em tapeware por 1 semana ou congelado por 2 meses.

OU estes ...
Biscoito de Natal ( receita: Patrícia Schmidt )

1 xícara ( chá ) de manteiga sem sal
1 xícara ( chá ) de açúcar
1 colher ( sopa ) de gengibre em pó
1 colher ( chá ) de canela em pó ( eu uso 2 )
1 colher ( chá ) de cravo em pó
1/2 xícara ( chá ) de melado ou Karo ( eu só uso melado )
1/2 xícara ( chá ) de água
4 xícaras ( chá ) de farinha de trigo
1 1/2 colher ( chá ) de bicarbonato de sódio ( eu não uso )
1/4 colher ( chá ) de sal

Coloque a manteiga em uma tigela grande.
Em uma panela, despeje o açúcar, o gengibre, a canela, o cravo, o melado e a água.
Misture até ferver.
Tire do fogo e despeje sobre a manteiga, mexendo até derretê-la.
Resfrie em banho-maria de água gelada.
Adicione a farinha, o bicarbonato, o sal e misture bem.
Cubra e leve a geladeira por no mínimo seis horas.
Abra a massa em superfície enfarinhada até que fique com cerca de 0,3 cm de espessura.
Corte com cortadores.
Disponha em assadeira e leve ao forno médio ( 180ºC ), pré aquecido, durante 12 a 15 minutos ou até ficarem levemente dourados.
Deixe esfriar.

Glacê Real :

3 claras
Caldo de 2 limões
750g de açúcar de confeiteiro

Bata os ingredientes na batedeira por 5 minutos.
Com saco de confeitar e bico perlê nº 2, decore a gosto.
Se for usar cores diferentes, separe o glacê e acrescente corante alimentício nas cores desejadas.


E mais este....


Biscoito de Canela ( receita e foto : Revista Casa e Comida )

Rendimento : aproximadamente 60 unidades 

6 claras
500 g de açúcar de confeiteiro 
3 colheres ( chá ) de canela em pó
4 colheres ( sopa ) de suco de laranja
600g de amêndoas moídas
50 g de amêndoas picadas
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Bata as claras em neve.
Acrescente o açúcar aos poucos e continue batendo até obter uma massa brilhante.

Acrescente delicadamente a canela, o suco de laranja, 500g de amêndoas moídas e as amêndoas picadas e misture tudo.
Forme uma bola, cubra e leve a geladeira por cerca de 1 hora.

Pré aqueça o forno a 130ºC.
Espalhe o restante das amêndoas em uma superfície e abra a massa até ficar com 1 cm de espessura.

Molhe o cortador escolhido em água fria e corte os biscoitos.
Coloque em assadeiras forradas com papel manteiga e asse por 20-30 minutos.

Retire os biscoitos do forno, deixe esfriar e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Fonte :http://docesinspiracoesporrobertagiovaneli.blogspot.com.br/ 

Outros endereços:
http://www.sweetsugarbelle.com/2013/12/how-to-use-cookie-inspiration-from-others/

Boa Diversão ! Bjs, Betty

sexta-feira

Um Delicioso e Iluminado Halloween !

Sugestões para deixar o seu  Halloween ainda mais gostoso...


Negrinho de Aranha...a receita está aqui :
http://www.tudogostoso.com.br/receita/141484-negrinho-de-aranha.html

Docinho de Abóbora...a receita está aqui :
http://www.tudogostoso.com.br/receita/27882-docinhos-de-abobora.html


Para criar o clima...uma lanterna feita a partir de uma caixa de leite...
E agora uma História que eu adoro !!!

BRUXA, BRUXA VENHA A MINHA FESTA  (Arden Druce)

_ Bruxa, Bruxa, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Gato.
_ Gato, Gato, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Espantalho.
_ Espantalho, Espantalho, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Coruja.
_ Coruja, Coruja, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar a Árvore.
_ Árvore, Árvore, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Duende.
_ Duende, Duende, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Dragão.
_ Dragão, Dragão, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Pirata.
_ Pirata, Pirata, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Tubarão.
_ Tubarão, Tubarão, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Cobra.
_ Cobra, Cobra, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Unicórnio.
_ Unicórnio, Unicórnio, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Fantasma.
_ Fantasma, Fantasma, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Babuíno.
_ Babuíno, Babuíno, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Lobo.
_ Lobo, Lobo, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Chapeuzinho Vermelho.
_ Chapeuzinho Vermelho, Chapeuzinho Vermelho, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar as Crianças.
_ Crianças, Crianças, por favor, venham a minha festa.

_ Obrigado, iremos sim, se você convidar a Bruxa.


O Contador de Histórias


O CONTADOR DE HISTÓRIAS

- Conta-me uma história – pedia-lhe a moça.
- Tenho de pensar! – respondia-lhe.
Ora, acontecia que, por vezes, o tempo que levava em sua meditação era longo demais para ela, que se zangava. Mas ele balançava a cabeça e respondia impassível:
- Você deve ter um pouco mais de paciência. Uma boa história é como uma boa montaria. A caça brava fica escondida e é preciso armar emboscadas e ficar de tocaia horas e horas a fio, na boca dos precipícios e florestas. Os caçadores mais apressados e impetuosos afugentam a caça e nunca obtêm os melhores exemplares. Deixa-me, pois, pensar!
Mas, desde que tivesse meditado o tempo bastante e começasse a falar, não parava enquanto não tivesse contado a história completa, que corria ininterrupta e fluente como um rio descendo montanha abaixo e em cujas águas tudo se reflete – desde a pequena folha de grama até o azul da abóbada celeste(...).
Convertia-se num ser todo-poderoso assim que iniciava mais uma demonstração de sua arte, pois aprendera a arte de narrar no Oriente, onde essa função é altamente apreciada e seus praticantes são considerados uma espécie de magos.
Jamais começava suas histórias em países estranhos, para onde o espírito do ouvinte não podia voar com força própria.
Principiava sempre com algo que os olhos pudessem ver; depois, imperceptivelmente, levava a imaginação dos ouvintes para onde muito bem ele queria de modo que a narrativa transcorria com naturalidade. Quem o escutava absorto em suas palavras, embora continuasse tranquilamente sentado, o espírito já vagava. Alegre e receoso, pelas regiões mais fascinantes. Assim era a maneira de ele contar suas histórias.

Herman Hesse

segunda-feira

A Arte de Contar Histórias : Mini- Cursos e Grupos de Estudos PRESENCIAIS !

Já estão abertas as inscrições para :


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