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segunda-feira

Advento ! Advento !


Domingo, 2 de Dezembo de 2007 - 1º Domingo do Advento

"Advento ! Advento ! Uma luz reluz !
Uma após outra anunciando Jesus ! "

Hoje começa um período de preparação para a chegada do Natal - Advento significa "o que está por vir" ou "chegada".


Seria oportuno que durante este período pudessemos criar este "clima de espera", com um certo recolhimento , sem stress ou atropelo, e principalmente que através de nosso exemplo (nossas atitudes e palavras) procurássemos mostrar para as crianças qual é o grande significado desta festa.


A grande mensagem Natalina nos convida à reflexão ética/moral básica que envolve o respeito, o amor, e a valorização do Humano em todos os seus aspectos.

Quebrar o nosso ritmo alucinante, e permitirmo-nos momentos especiais de partilha e criação com as crianças (e outros adultos, se possível) pode ser uma maneira deliciosa e apropriada de vivenciar este período.

Podemos ter como ponto de partida fazer junto com as crinças e demais adultos envolvidos (colegas, pais, e pessoas da Comunidade) um levantamento e uma coletânea de material especifico com o tema "Natal".

A partir daí podemos confeccionar o "Nosso livro de Músicas de Natal" , "Nosso Livro de Versos de Natal", "Nosso livros de Receitas de Natal " , "Nosso Livro de Histórias de Natal " , e assim por diante.

Cada participante poderá contribuir com as ilustrações (desenhos, pinturas, colagens, etc ) que irão personalizar e enriquecer o "Livro".

Uma das histórias que pode fazer parte desta coletânea é a que contei para as crianças esta semana, e que é assim:

"Porque o Pinheiro é a Árvore de Natal "

Quando Jesus nasceu, bem próximo ao presépio haviam 3 árvores: uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro. E nesta época não só os animais falavam, como as plantas também, ainda que os Homens não compreendessem suas linguagens. Estavam conversando sobre os presente que dariam ao Menino Jesus, e a palmeira disse assim :-" Eu darei a minha palma mais viçosa para que sua Mãe O proteja do sol forte!" A oliveira que estava carregada de frutos - as azeitonas- completou : - "E eu oferecerei meus frutos e meu azeite para a Criancinha"! E voltaram-se as duas para o pinheirinho perguntando-lhe: - " E você ? O que irá ofertar ?" O pinheirinho muito quieto pensava no que teria de especial para ofertar ao Menino, quando a palmeira dirigiu-se a ele dizendo :"- Suas folhas são pontudas e podem ferir a Criança!" A oliveira por sua vez disse: "-E seus frutos? São secos e duros..." E completaram falando "- Que pena ! Você nada tem de especial para presentear ..." O pinheiro então ficou muito triste e silencioso. "É verdade, pensou. Todos trouxeram presentes para esta Criança: os pastores -lã, leite e até um pequeno carneirinho ! Os reis - ouro , incenso e mirra ! Até a palmeira e a oliveira puderam oferecer algo de si, só eu não tenho como alegrar a Criancinha...Neste momento, as estrelas que cintilivam lá no alto do céu e que haviam escutado toda a conversa entre as árvores começaram a descer bem devagarinho e foram pousando delicadamente nos ramos verdes do pinheiro que foi se iluminando e ficando cada vez mais bonito.Todos se admiraram, e se voltaram para ele, e lá da manjedoura os olhinhos do Menino Jesus de encheram de brilho e alegria. E foi assim que o singelo pinheiro se tornou a árvore do Natal, e todos os anos nesta época as pessoas o enfeitam e o enchem de luzes.

Para ilustrar a história fizemos com os pequenos um origami de pinheiro bem simples (veja diversos modelos de pinheiros, e o "passo-a-passo" no meu outro blog http://aprendizarteatelie.blogspot.com ) .

..."e colorim ,colorado... este conto está acabado ...!"

Com carinho, Betty

sexta-feira

O Pescador, o Anel e o Rei- Crianças em cena !!!

Após contarmos a mesma estória algumas vezes, e empregando a cada vez recursos diferentes, as crianças entraram em cena...

Desta vez tivemos várias apresentações , pois todas queriam "fazer o teatro", o que é ótimo !

Não chegamos a fotografar todas as vezes (pena ...) , mas já podemos ter uma idéia da importância que isto teve para elas.
Preferi substituir o tapete por um cenário montado sobre as mesas da sala de aulas, pois isto facilita a movimentação das cranças durante a apresentação.

No último dia de apresentações levei o violão para acompanhá-los, e isto deu um novo "tempero" à atividade.

"Viva Deus e ninguém mais ! Quando Deus não quer ninguém nada faz!"

Um beijinho carinhoso, Betty

quarta-feira

O Pescador, o Anel, e o Rei -criando novos recursos...


Como sempre as crianças ficaram curiosas para saber como eu iria trazer esta estória.
Com recicláveis ? Imagens ? Bonecos ? Meias..? Com o quê ?
Também me fiz esta pergunta pois estou tentando desafiar a imaginação deles, e...a minha !

Fiquei pensando, e pensando numa forma nova de apresentá-la, mantendo acesos o entusiasmo e a curiosidade criativa, e por fim veio-me a idéia de selecionar objetos, acessórios e até partes de fantasias para representar cada um dos personagens.

Teriam que ser extremamente simples e de uso corriqueiro, destes que o contador apronta e encontra facilmente, até mesmo junto com as crianças...
Nos tempos em que eu tinha uma sala de maternal costumava "procurar" com o auxílio das crianças - ente os brinquedos e objetos da sala- os elementos para enriquecer as nossas estórias, e como funcionava !!!

As crianças precisam e gostam de participar de TUDO, principalmente quando é algo que lhes diz respeito. E é incrível como oferecem sugestões e resolvem problemas de forma tão simples,interessante e criativa ..!

Acredito numa prática pedagógica menos diretiva ( e autoritária) que certamente nos oferece (aos educadores) OPORTUNIDADES IMPERDÍVEIS de crescimento, partilha e aprendizagem com estes seres tão pequenos, mas tão abertos, confiantes, destemidos e criativos que são os nossos educandos.

Precisamos ganhar coragem e confiança para permitir que isto aconteça, e nos permitir maravilharmos diante de suas valiosas contribuições.

Foi estudando e refletindo sobre a estória - sobre o que cada um dos personagens representava que optei por estes elementos :

O pescador -com sua confiança, trabalho e alegria poderia ser reprsentado por um grande e lindo peixe...
Sua mulher - pessoa simples, ingênua, mas boa cozinheira, por uma colher de pau !
O mercador - criado do rei , sem grandes escrúpulos- por um saco de dinheiro.

O rei - vaidoso, ambicioso, poderoso, e sem muitas qualidades morais por uma coroa, mas não uma coroa de ouro. Uma coroa sem enfeites ou pedras preciosas, e de prata.

O anel foi incluído por ser um elemento importante e decisivo na estória.

Os peixinhos da foto, só enriqueceram a parte da estória que fala sobre boa pescaria realizada - 50 peixes ! antes do jantar de despedida.

Na próxima postagem colocarei alguns "momentos da contação" desta estória que acredito sejam bem significativos, e expressivos. Aguardem !

Não se esqueçam de deixar um comentário ou -se preferirem- uma mensagem em nosso mural !

Com carinho, Betty

sábado

Estória de Pescador ...!

Logo após Mingau Doce - que deixou muitas saudades - passamos para uma outra estória, pois estávamos desenvolvendo o Projeto "Tubarões".

Primeiro fiz uma ampla pesquisa, inclusive solicitei a ajuda de algumas amigas "blogueiras", e aqui vai o nosso (meu, da Juliana, e das crianças) MUITO OBRIGADO , pois cada uma colaborou de uma forma tão incrível :

Jacirinha,artista maravilhosa e de uma generosidade...: http://jacirinha.blogspot.com e que fez os desenhos(veja acima) dos tubarões ...


Hilary, também fantástica e generosa: http://sempreeraumavez.blogspot.com que nos brindou com a música "Tubarão"do CD "O Barquinho" - trilha sonora especialmente desenvolvida para uma peça de teatro da Escola Toque de Araraquara, que trabalha com crianças especiais, e com versos "Peixe-Serra e Tubarão Martelo" de Lalau


Agradeço também ao meu esposo - Rô - pelos desenhos (acima) que fez para as cartelas empregadas para a criação da estória coletiva .

Depois de pesquisas bastante e não encontrar uma estória que falasse de tubarões, resolvi fazer desta "dificuldade" uma "oportunidade de criação", e com o apoio da Profª Juliana conversei com as crianças que não tinha encontrado uma estória de tubarões, mas que NÓS poderíamos criar uma - inédita, só nossa, e em conjunto !!!

Foi o melhor que podia ter acontecido ! A turminha vibrou !

E criamos a "nossa" estória com cartelas - umas eu aproveitei de uma outra atividade, e o Rô completou a nossa coleção, desenhando personagens, locais, situações, que abarcavam o tema.

A estória criada coletivamente é parte integrante e importante do Projeto "Tubarões" que está em andamento, e que estamos postando em outro blog, dê uma espiadinha...

http://bem-bolado-projetos.blogspot.com

Na semana seguite à criação da estória, trouxe para as crianças a estória "O Pescador, o Anel e o Rei " - um conto popular deliciosamente contado por Bia Bedran em seu CD "Bia canta e conta 2".

Não irei trascrever a estória na íntegra pois é um tanto longa, mas vou tentar trazer o principal , resumidamente.

O Pescador, o anel e o Rei (resumo)

Esta estória fala de um pescador que tinha uma fé inabalável. Mesmo quando sua pesca não era boa ele seguia cantando sua cantiga de fé :

"Viva Deus , e ninguém mais...quando Deus não quer ninguém nada faz !"

Mas acontece que o rei daquele lugar era muito vaidoso e poderoso, e não suportava saber que o pescador acreditava que havia alguém mais poderoso que ele, e mandou chamar o pescador , dizendo-lhe que não queria mais que ele cantasse a sua canção.

Propos-lhe então um desafio para provar que ele-rei -podia mais que o próprio Deus: o pescador ficaria com o anel real por 15 dias , e se conseguisse devolvê-lo após este prazo ganharia um tesouro muito grande , não necessitando mais trabalhar para o resto da vida.

Caso contrário ele mandaria cortar-lhe a cabeça na frente de todo mundo.Despachou o pescador em seguida exigindo-lhe que parasse de cantar a canção.

O pescador nada contou para sua mulher , mas pediu que ela guardasse o anel em local seguro, e ela assim o fez.

No dia seguinte , bem cedo , enquanto o pescador estava pescando, chegou à sua casa um mercador que comprava e vendia anéis, e perguntou para mulher do pescador se ela não tinham um anel para lhe vender, e disse que não .

O mercador insistiu tanto e mostrou-lhe um montão de dinheiro, que a mulher acabou vendendo o anel a ele.

Na verdade este era um plano do malvado rei, e o mercador um criado seu disfarçado de mercador.

Quando o pescador chegou e soube do acontecido ficoubdesesperado, contando pra mulher que se não devolvesse o anel sua cabeça iráia rolar,e os dois começaram a procurar em todos os lugares , tentando encontrar o tal mercador.

Lá no castelo o rei - todo satisfeito com o que aprontou- e mandou que o seu criado(mercador) jogasse o anel no fundo do mar para que ninguém mais o encontrasse. E o criado obedeceu.

Mas apesar de tudo, o mercador continuou cantando sua canção, e procurando o anel, e pescando, mas os dias foram passando...

No 14º dia o pescador conversou com a mulher e combinaram fazer uma refeição bem caprichada de despedida, e o pescador conseguiu uma ótima pesca .

Separou um peixe para levar para casa, e vendeu os demais.

Quando estavam comendo o pescador se engasgou, e... o anel ! ele engasgou com o anel ! Muito feliz, e cantando sua cantiga correu até o castelo levando o anel.

O rei não podia acreditar quando viu o anel de volta, tendo-inclusive - que dar o tesouro para o pescador.O rei então, sobiu até a torre mais alta do castelo onde- também ele- começou a cantar a cantiga do pescador :"Viva Deus e ninguém mais, quando Deus não quer ninguém nada faz !"

Na próxima postagem vamos contar como esta estória se desenvolveu, até lá !

"Entrou por uma porta saiu pela outra, quem quiser, que conte outra "

Com carinho, Betty

domingo

O Mingau Doce : Personagens em cena !!!

Depois de prontas as personagens, resolvi utilizá-las para contar a estória.

Uma das mesinhas da sala de aula coberta com panos coloridos serviu de cenário.

A turminha em roda, juntamente com a profª e a auxiliar, acompanhou atentamente o desenrolar do enredo que já conheciam, mas que trouxe como elemento surpresa as bonecas de papelão que fizemos juntos.


A atenção e o silêncio que reinam nestes momentos sempre me surpreendem. É como se ouvissem pela primeira vez a estória. E como curtem...


No final da apresentação aplaudiram entusiasmados, e mostrei-lhes os "kits" com a estória e as personagens que cada um fez, e que agora levariam para casa.

Foi uma alegria enorme, e tivemos que convencê-los a ir para o almoço, e esperar até o final do dia, quando cada um levaria o "seu" Kit para mostras para os pais.

REFLETINDO...

Construir seus próprios recursos para contar uma estória, e ter a oportunidade de levá-los consigo para curtir com a família em casa, podendo contar e recontar a estória utilizando-os , ou empregá-los em outras estórias que conhecem ou que inventarão foi muito importante, e os comentários que fizeram deixaram isto muito claro para nós educadoras.

Valeu a pena ! Apesar do trabalho enorme que isto representou -desde o preparo das peças, o acompanhamento durante a confecção das mesmas até o acabamento das bonecas (cada um fez 3 personagens !!!) - podemos dizer que foi muito bom !

Trabalhamos muitos aspectos pedagógicos, éticos e sociais - que talvez em outros contextos não pudessem ser abordados de forma tão gostosa e efetiva.

É a possibilidade de entrelaçamento dos diferentes aspectos do conhecimento, de compartilhar estes conhecimentos e descobertas , de conviver com outras pessoas- colegas e educadoras - num clima de respeito, afetividade, e curiosidade "científica" que nos faz crescer, aprender e descobrirmo-nos cada vez mais como seres humanos.

É esse novo olhar para a Educação que tenho buscado proporcionar, criando e compartilhando com minhas colegas educadoras dos "Projetos" onde situações criativas, desafiadoras, bem-humoradas e plenas de significado são oferecidas para os "nossos pequenos".

Dar espaço para que eles possam buscar as soluções para as situações que se apresentam, para os conflitos que são normais no relacionamento humano, ter uma atitude menos diretiva, e mais mediadora também tem se mostrado fundamental para o desenvolvimento ético e da autonomia infantil.

Não importa se a minha "aula" (atividade pedagógica) é de Música ou Contação de Estórias, tudo isto tem que estar contido nela, planejado, pensado, esperado...

"A primeira tarefa da Educação é ensinar às crianças a serem elas mesmas. A segunda tarefa é ensinar a conviver ". Rubem Alves

Um beijinho carinhoso, Betty

quarta-feira

O Mingau Doce...preparando as personagens


Hoje vamos postar algumas das imagens obtidas durante o processo de preparação das personagens da estória "O Mingau Doce", pelas crianças do Jardim, na tentativa de mostra um pouco a seqüência em que isto se deu. Acima temos o último passo: não ficaram lindas ?

Já no 1º dia em que contamos a estória as crianças queriam saber "o que vamos fazer pra esta estória ?" É interessante notar como o fato de permitirmos e convidarmos a turminha a participar de uma forma mais efetiva da Contação de Estórias, isto se transforma numa coisa natural e esperada por todos .
Então, durante o tempo em que contamos esta estória íamos paralelamente , e após o horário da contação, "preparando as personagens " para que eles pudessem levá-las para casa, e assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido na escola, e convidar os pais a participarem de uma atividade tão prazerosa para seus filhos.
Este preparo envolvia um trabalho de autonomia, coordenação motora, atenção, concentração, noção de espaço, consciência corporal, entre outros - um verdadeiro e delicioso desafio para os pequenos do Jardim.



Depois de recortadas e coloridas pelas crianças, tratei de dar os acabamentos : roupas e cabelos ! O rosto foi mantido conforme as crianças haviam feito, e as roupas foram coladas apenas nos ombros - permitindo que eles visualizassem o corpo que desenharam.

Foi incrível o envolvimento de todos - até a auxiliar de classe e a professora quiseram fazer suas personagens (a menina, a velha e a mãe) - e ajudavam às crianças enquanto confeccionavam suas boneca também . Isto propiciou um clima de confiança, cooperação, troca e diálogo muito gostoso e importante para a formação pessoal de cada um.

Fico pensando: Como simples bonequinhas de cartolina podem exercer tamanho envolvimento e magia nas crianças ?

Um beijinho carinhoso, e até a próxima ! Betty

sábado

O Mingau Doce


Hoje vamos começar a postar o que fizermos nas aulas de Contação de Estórias quando apresentamos a estória "O Mingau Doce " dos Irmãos Grimm.

Como sempre 1º apresentamos a estória sem empregar qualquer recurso, apenas contando numa pequena roda de ouvintes.

O Mingau Doce

Era uma vez, onde foi, onde não foi, uma menina bem comportada, mas muito pobre, que vivia com sua mãe.

Chegaram a tal estado de pobreza que não tinham nada para comer.

Um dia a menina foi ao bosque e lá encontrou uma velha que sabendo da sua miséria, deu-lhe uma panela de presente.

Vocês acham pouco ?

Mas era só dizer : "Ferve panelinha !" para que ela se pusesse a cozinhar um gostoso mingau doce.

E quando a gente lhe dizia:"Pára, panelinha!" ela deixava de cozinhar.

A menina levou o presente para sua mãe e, assim,ficaram livres de passar fome, pois tinham sempre mingau doce à vontade.

Certa ocasião em que a menina havia saído, sua mãe disse : "Ferve, panelinha !" e esta pôs-se a cozinhar, e a mulher comeu até se fartar.

Depois quis que a panela parasse de cozinhar. Mas a pobre mulher estava tão empanturrada de mingau que não houve meio de se lembrar das palavras mágicas . A panela assim continuou cozinhando até que o mingau chegou à borda da panela e caiu para fora. E, assim, encheu toda a cozinha e a casa , e depois, a casa ao lado... e a rua...como se quisesse acabar com a fome de todo mundo. Até que ninguém mais sabia o que fazer e o desespero era grande.

Quando já faltava só uma casa para ser inundada, a menina voltou, e disse apenas : "Pára, panelinha !", e a panela parou de cozinhar.

Mas todas as pessoas que queriam entrar na cidade era obrigadas a abrir caminho comendo mingau !

Entrou por uma porta, saiu pela outra...Quem quiser, que conte outra !!!!

Um beijinho carinhoso, Betty

quarta-feira

A Galinha Ruiva : quando os pequenos fazem o teatro...!


Para fechar a época da Galinha Ruiva eu levei os personagens e as crianças apresentaram a estória para mim, a Juliana , a Nina (nossa querida e entusiasta auxiliar ), e os demais colegas.

Ajudei-os a preparar o cenário com as mesas e os panos apenas, e 4 coleguinhas sorteados assumiram os papéis e movimentavam os personagens conforme contávamos (todos nós) a estória. Cada um podia contribuir contando um pedacinho da estória, enquanto nossos artistas movimentavam os bichinhos e diziam as "falas".

É incrível como nestes momentos as coisas correm super-bem ! O clima é bem gostoso e colaborativo.Cada um dando a sua contribuição, sem muita confusão ou atropelo ! E as crianças adoram apresentar as estórias !

Foi uma época muito gostosa , que se prolongou devido ao interesse das próprias crianças, que sempre aceitavam e propunham novos desafios .

Não sei quem se divertiu ou aprendeu mais : nós, educadoras ou elas...

Mas uma coisa é certa: alguma coisa mudou entre nós - educadoras e crianças. Os vínculos que já existiam foram reforçados e enriquecidos. Surgiu uma cumplicidade tão gostosa e necessária nos processos de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem.

Dizem que "nunca ninguém se banha duas vezes no mesmo rio", e eu diria que "nem na mesma estória...!"

Percebo a cada dia a importância e responsabilidade que estão "veladas" no trabalho com as crianças pequenas. Como atividades e atitudes tão simples têm uma repercussão e uma atuação tão profundas nesses seres tão pequenos, e tão incríveis.

Que capacidades para captar,criar e recriar estão escondidas dentro de cada um deles, e têm que ser respeitadas, compeendidas e aproveitadas por nós educadores.

Tudo isto é para mim estímulo e desafio, que procuro encarar com alegria e gratidão - como venho aprendendo com as crianças.

A todos um beijinho bem carinhoso, Betty

Em Tempo: com exceção da galinha - que foi tricotada pelo meu filhote Matheus quando estava no 1º ano da Escola Waldorf - os demais personagens foram confeccionados pela Arteiras Artesãs (contatos pelo e-mail feltropano@gmail.com ).

Não se esqueça de deixar um comentário, sim ? Obrigada !

De volta à Galinha Ruiva...novos recursos


Já mencionei anteriormente que as crianças adoram ouvir "de novo, e de novo, e de novo" as estórias que lhes contamos; e quando sabem que temos uma surpresa a coisa fica ainda mais divertida e instigante...

Na semana seguinte - após ter usado as "meias" como recurso para contar a estória - ao terminarmos a nossa aula de música, pedi para que todos se sentassem e comecei a cantarolar "era uma vez... a estória vai começar..." os olhinhos da turminha já faiscavam de curiosidade... "você vai contar da Galinha Ruiva ?" me arguíram quase que em coro. "Vocês querem ouvir a estória de novo ?" perguntei, mas só por perguntar (pois a resposta eu já conhecia). "Sim, sim ! Conta, vai..."

Diante de tal insistência não tive outra saía senão...

"Certo dia a Galinha Ruiva estava ciscando no quintal..." e enquanto contava, retirei de dentro de minha bolsa de materiais uma "luva dedoche" com os personagens da estória em miniatura, e coloquei-a na mão, dando prosseguimento à narrativa.

O encantamento espelhado no rostinho de cada uma delas, o brilho nos olhos, o sorriso ... uma mistura de espanto e admiração...

Este é o clima que deve reinar durante uma contação de estórias : envolvimento , magia , curiosidade e silêncio ativo, participativo....

Somente nestas condições sentimos que alguma coisa especial está acontecendo...

Muitos autores já constataram que é no espaço interpessoal que os processos pedagógicos e terapêuticos acontecem.


É no ENTRE o EU e o TU. E é mágico...!

Terminada a estória todos queriam "experimentar" a luva dedoche, e com muita calma fui convidando cada um a fazê-lo, e a tentar esperar a sua vez, pois ela com certeza chegaria...

Enquanto se deliciavam calçando a luva e repetindo partes da estória, voltei-me para a professora da classe ( a Jú) e lhe disse "displicentemente"...

"Olha ! tem um envelope na minha bolsa...! Será que é uma cartinha ? Jú, dê uma olhadinha aqui, por favor, e leia para nós, sim ?"

Passei-lhe o envelope, e neste momento todos voltaram a atenção para ele, rodeando a Juliana para "ler" também...

Era nada mais nada menos que uma cartinha da Galinha Ruiva, com uma receita de Bolo de Chocolate !

Foi uma alegria ! Juliana mal pode ler a cartinha, tamanha a excitação ! Em seguida ela perguntou se eles gostariam de fazer o bolo lá na Escola , e a resposta eu nem preciso dizer que foi um eufórico "Sim !".

...Entrou por uma porta... saiu pela outra... Quem quiser, quem quiser que conte outra ...!

Na próxima postagem vou contar como foi a "estória" do bolo. Não Percam !!!

EM TEMPO : Se você quiser encomendar luvas dedoches desta ou de outras estórias entre em contato com as Arteiras Artesãs pelo e-mail :
feltropano@gmail.com

Um beijinho , e...até lá ! Betty


Nosso cantinho completa hoje 2 meses ! E - apesar de nosso "contador de visitas" ter sido instalado há um mes - já ultrapassamos as 2000 visitas !!!! Obrigada !!!

Mas não se esqueçam de deixar um comentário, combinado ?

Beijinhos, Betty





domingo

Novos recursos: onomatopéias, expressões, gestos e...meias !!!

É verdade...
Uma outra vez em que fui contar a estória, resolvi estimular a imaginação da turminha, e nada melhor do que apresentar algo não-pronto, algo que precisa ser completado com a fantasia e a imaginação !

Cheguei, e logo perguntaram "você trouxe os bichinhos?"..."os palitinhos ?!?".

Fiz uma cara bem enigmática, e balancei a cabeça respondendo que "não..."

"O que você trouxe então ?" perguntaram meio decepcionados, meio curiosos.

"Ah! Vocês vão ver..." respondi - e cantaroando "era uma vez...a estória vai começar..." convidei-os a sentar no chão e em roda, enquanto preparava com os panos coloridos o "cenário".

Tirei de uma bolsa 4 pés de meias em cores diferentes. As meias estavam esticadas, e sem muita pressa comecei a enrolá-las, formando assim os personagens, enquanto começava a contar a estória.

As carinhas surpresas e maravilhadas que fizeram foi formidável !!!

Para enriquecer ainda mais, resolvi substituir as falas do cão, do gato e do pato por onomatopéias entoadas de maneiras variadas e acompanhadas de gestos e expressões faciais :

miaaaaau, miaumiaumiau...!

Au!Au,au,au!...

Quá,quá,quá,quá,quá,quá,quá...!

Foi muito divertido, rimos muito, enquanto as crianças assumiam o contar a estória com as onomatopéias, gestos e caretas !!! Devíamos ter filmado...

No final da estória queriam mais, e mais; e uma delas se saiu com esta :"Legal, vou contar esta (estória) lá em casa, porque meia...eu tenho !

Não é maravilhoso ?

"...Entrou por uma porta, saiu pela outra...quem quiser, quem quiser que conte outra !"

Até a próxima, e não se esqueçam de COMENTAR, tá ?
Um beijinho carinhoso, Betty
Notícia de última hora : ultrapassamos as 1000 visitas !!! Super obrigada !!! Beijos...

quinta-feira

A Galinha Ruiva - uma estória bem curtida

Quando escolhemos esta estória para contar para as crianças do Jardim , não podíamos imaginar que fosse agradar tanto...


Como sempre 1º nós contamos a estória numa rodinha, sem usar qualquer recurso que não fosse a nossa voz, nossa expressão facial e corporal, nossa gestualidade. Procuramos explorar bastante os elementos da narrativa : as curvas melódicas, as pausas, a entonação.E isto foi o suficiente para este 1º contato dos pequenos com a estória, que é a seguinte :
Certo dia a Galinha Ruiva estava ciscado no quintal e achou um grão de trigo.
"-Quem quer plantar este grãozinho de trigo comigo ?" perguntou ela.
"-Eu não ", disse o cão.
"-Eu também não", disse o gato.
"-Nem eu", disse o pato.
"-Muito bem, então eu mesma o plantarei", pensou a Galinha Ruiva. E assim o fez. Passado algum tempo o trigo cresceu e ficou maduro.
"-Quem quer colher as espigas de trigo comigo ?" perguntou a Galinha Ruiva.
"-Eu não", disse o cão.
"-Eu também não", disse o gato.
"-Nem eu", disse o pato.
-"Muito bem, então eu mesma o colherei", resolveu a Galinha Ruiva. E assim o fez.

Ao terminar ela tornou a perguntar :

"-Quem quer debulhar as espigas do trigo comigo ?"

"-Eu não", disse o cão .

"-Eu também não", disse o gato.

"-Nem eu", disse o pato.

"-Muito bem, então eu mesma o debulharei" falou a Galinha Ruiva. E assim o fez.

Ao terminar ela tornou a perguntar :
"-Quem quer ir comigo ao moinho levar este trigo para virar farinha?"
"-Eu não", disse o cão.
"-Eu também não", disse o gato.
"-Nem eu", disse o pato.
"-Muito bem,então eu mesma o levarei" decidiu a Galinha Ruiva.E assim o fez. Quando voltou de lá com a farinha , ela tornou a perguntar:


"-Quem quer fazer comigo um delicioso bolo para o lanche ?
"-Eu não", disse o cão.
"-Eu também não" , disse o gato.
"-Nem eu",disse o pato.
"-Muito bem, então eu mesma o farei"disse a Galinha Ruiva.E fez um bolo bem gostoso, que cheirava muito bem.

"-E agora, quem quer comer este bolo tão delicioso comigo ? Perguntou a Galinha Ruiva."-Ah ! Eu o comerei !" disse o cão."-Oba ! Eu também!" disse o gato.
"-E eu !" disse o pato.
Então, a Galinha Ruiva ficou toda arrepiada, e lhes respondeu :
"-Pois fiquem sabendo que não vão provar nem um pedacinho, seus preguiçosos!" Chamou os pintinhos (e a todos que estão ouvindo esta estória), e repartiu o bolo.


"Entrou por uma porta...saiu pela outra...quem quiser...que conte outra ...!"

Se você deixar um comentário para mim eu ficarei MUITO FELIZ ! COMENTE !

Um beijinho carinhoso , a até a próxima. Tchau,tchau ! Betty

sexta-feira

Alterando o lay-out !

Hoje resolvi fazer umas experiências...Mudei cor de fundo, de letra ,só pra treinar !!!!

Mas o que interessa mesmo é que eu prometi colocar uma estória da próxima vez ,e esta é a próxima vez !!!



O Gatinho e o Ratinho (ótimo conto para crianças pequenas )



Era uma vez um gatinho e um ratinho que viviam juntos.Mas um dia eles estavam brincando e o gatinho mordeu o rabinho do ratinho, e...arrancou-lhe um pedacinho ! O ratinho então lhe pediu :"-Querido gatinho, por favor devolva o pedacinho do meu rabinho !" Mas o gatinho respondeu que não, primeiro ele teria que ir pedir à vaquinha um pouquinho de leite e trazer para ele.

O ratinho então saiu, pulou, correu, sentou-se nas patinhas traseiras e pediu à vaquinha que lhe desse um pouco de leite que ele levaria para o gatinho e assim ele lhe devolveria o pedacinho do seu rabinho, e ele voltaria a ser um ratinho feliz. Mas a vaquinha lhe respondeu que não, primeiro ele deveria falar com o fazendeiro e pedir-lhe um pouco de feno e trazer para ela.

O ratinho então saiu, pulou, correu, sentou-se nas patinhas traseiras e pediu ao fazendeiro que lhe desse um pouco de feno que ele levaria para a vaquinha, assim ela lhe daria o leite que ele levaria para o gatinho, e este lhe devolveria o pedacinho do seu rabinho, e ele voltaria a ser um ratinho feliz. Mas o fazendeiro lhe respondeu que não, primeiro ele deveria falar com o açougueiro e pedir-lhe um bom pedaço de carne e trazer para ele.

O ratinho então saiu, pulou, correu, sentou-se nas patinhas traseiras e pediu para o açougueiro que lhe desse um bom pedaço de carne que ele levaria para o fazendeiro, assim ele lhe daria o feno que ele levaria para a vaquinha, e esta então lhe daria um pouco de leite que ele levaria para o gatinho,e este lhe devolveria o pedacinho do seu rabinho, e ele voltaria a ser um ratinho feliz. Mas o açougueiro lhe respondeu que não, primeiro ele deveria ir até o padeiro e lhe trazer um pãozinho bem gostoso e quentinho.

O ratinho então saiu, pulou, correu, sentou-se nas patinhas traseiras e pediu ao padeiro que lhe desse um pãozinho bem gostoso e quentinho que ele o levaria para o açougueiro, que então lhe daria um bom pedaço de carne para ele levar ao fazendeiro, que lhe daria o feno para ele levar para a vaquinha , que lhe daria o leite para ele levar para o gatinho, e este então lhe devolveria o pedacinho do seu rabinho, e ele voltaria a ser um ratinho feliz.

O padeiro era um bom homem, e lhe disse: "-Sim, pequeno ratinho, eu vou he dar o pãozinho, mas você irá me prometer que não virá mais lambiscar da minha farinha certo?"O ratinho concordou, e o padeiro lhe deu o pãozinho bem gostoso e quentinho que ele levou para o açougueiro. O açougueiro ficou muito contente, agradeceu ao ratinho, e lhe deu um bom pedaço de carne.O ratinho levou a carne ao fazendeiro que muito contente lhe agradeceu e deu o feno.O ratinho mais que depressa foi levar o feno para a vaquinha, que toda contente e agradecida lhe deu o leite .O ratinho então levou o leite para o gatinho com todo o cuidado. O gatinho quando viu o leite ficou bem contente e lambe-o até o finalzinho, devolveu então o pedacinho do rabinho do ratinho que finalmente voltou a ser um ratinho feliz !


Entrou por uma porta, saiu pela outra quem quiser...que conte outra !!!!


Esta estória eu contei para os meus pequenos educandos da escola de educação infantil onde dou aulas de Música e Contação de Estórias . Eles adoraram. Reptimos umas 3 ou 4 vezes, e eles sempre queriam de novo. Na próxima postagem dou umas dias de como trabalhei esta estória, enriquecendo-a e fazendo-a cada vez mais gostosa.

Um beijinho, e até a próxima ! Tchau ! Betty