segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Bran , o viajante do tempo - do Folclore Celta

Bran era um grande navegador da Irlanda antiga. Certo dia ele encontrou umalinda varinha de prata. Então reuniu seus homens e balançou a varinha para testar se ela possuía algum poder mágico.No mesmo instante surgiu ao seu lado uma jovem belíssima. Ele entoou uma melodiosa canção em qe descrevia as maravilhas do mundo de onde viera. Nascera nas ilhas encantadas do Outro Mundo, nas quais não há tristeza ou sofrimentos. Quando sua voz se calou, todos continuaram imóveis diante de tamanha surpresa, e antes que alguém pudesse impedí-la, a jovem tirou a valinha das mãos de Bran, fez com ela um gesto e desapareceu.
Apaixonado pela jovem, Bran reuniu sua tripulação e imediatamente partiu numa viagem em busca das ilhas encantadas onde morava sua amada. Depois de muito navegar, a anu de Bran atravessou o limiar do mundo real e penetrou nas águas enfeitiçads do universo mágico. As ondas do mar transformaram-se em flores e árvores aquáticas.
Logo em seguida a nau de Bran chegou à Ilha da Felicidade, e todos ficaram deslumbrados com sua beleza. Mas era difícil atracar, pois o mar estava muito bravio. Bran avistou sua amada e acenou-lhe.Ela então lançou uma corda mágica em direção ao navio, que o amarrou na proa e o puxou até o porto.
Bran e todos os tripulantes se casaram com as moças da ilha, exceto umque queria regressar à Irlanda pois sentia saudades da namorada.
O tempo foi passando e, embora Bran e seus amigos tivessem a impressão de que se encontravam na ilha havia poucos meses, muitos anos haviam se passado.
Quando Bran voltou à terra natal para levar o amigo que não se casara, percebeu que tudo estava mudado. Havia uma estátua dele no meio do porto : ele se tornara uma lenda.
- Fique conosco-disse ele ao amigo- não desça do navio. Tudo mudou, estes são outros tempos. Venha, precisamos retornar à Ilha Mágica.
Mas o amigo ignorou seus conselhos, lançou-se ao mar e nadou até a praia. Porém, assim que fincou o pé na areia, seu corpo se transformou numa estátua de cinzas que rapidamente se desvaneceu.
Os olhos de Bran encheram-se de lágrimas. "E se eu me perder no mar ? E se não conseguir regressar à Ilha ?" pensou. Mas neste mesmo momento, a corda mágica de sua amada enroscou-se na proa da embarcação e Bran foi levado de volta à Ilha da Felicidade, onde continua a viver até os dias de hoje .
Este conto foi publicado no Livro "Lá vem História" - Heloísa Prieto, Cia das Letrinhas

Entrou por uma porta...saiu pela outra...quem quiser que conte outra !
Beijinhos mágicos, Betty

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Peixe e a Concha - uma linda história de Verão..

Bem no fundo de um lago nadava um peixinho entre as algas.Frequentemente se demorava muito num mesmo lugar, e abanava vagarosamente suas barbatanas. Bem próximo a ele arrastava-se lentamente uma concha sobre o chão arenoso. Através da turva luz parecia ser uma pedra que ali estava. O peixinho agitou sua cauda , observou a dura concha por todos os lados, e não compreendia como uma pedra podia passear pois não havia percebido ainda os pequenos pezinhos na parte de baixo da concha, onde se distinguia uma aberturazinha. E assim a concha continuava se arrastando...De repente o peixinho percebeu uma pequena fresta, e nadando para lá, procurou enxergar lá dentro. Mas...a abertura fechou-se !
-"Ah ! - pensou o peixinho - lá dentro mora alguém que certamente tem medo de mim ! Vou chamá-lo !"
Nadou em torno de toda a concha e disse : " Ei ! você aí de dentro...saia ! Eu não te mordo , não !"
A concha murmurou bem baixinho : " Por que dev sair ? Aqui me agrada muito mais ...!"
-"Saia assim mesmo ! Eu desejo olhar a tua bela nadadeira !"
-"Eu não tenho nenhuma nadadeira ...!" murmurou a concha.
Mas o peixinho não dava sossego, tinha uma vontade enorme de descerrar a concha. Então falou : -"Saia para fora você poderá se alegrar com minhas escamas cintilantes...!"
-" Eu nem siquer tenho olhos...", respondeu a concha.
Irritado o peixinho nadou em volta dela e falou : -" No quê devo acreditar ? Você não tem cauda, nem escamas,nem olhos...Tem apenas ambas as cascas cheias de pele ?"
-" Eu, tenho o sonho aquático..." falou baixino a concha. E este não troco nem por suas escamas , e nem pela sua cauda...!"
-"Oh! Então conte-me ", pediu o peixinho.
A concha disse: -" Contar eu não posso. Cada dia eu pinto o sonho nas paredes da minha casca. Por isto eu quero lhe mostrar algo...mas depois, deixe-me em paz !"

Cuidadosamente a concha abriu a sua fresta e o peixinho viu em seu interior estranhas cores brilharem : vermelho, azul, verde, violeta...era um oculto brilho cintilante.
-"Oh...! É como o arco-íris nas cachoeiras...!" disse ele.
Mas a concha fechou-se novamente tão silenciosamente quanto abriu...
Em seguida ela deitou-se bem a seu lado e lá permaneceu sem se movimentar.
O peixinho, bem próximo, sentia como entrava e saia água da concha..."o sonho aquático !"...
Ainda por algum tempo ele ficou perto da concha, que externamente parecia arenosa e cinzenta, mas que interiormente escondia o mais belo milagre que já se viu.
( Jacob Streit - Coletânea Waldorf)

Um beijinho de madrepérola a todos !
Betty

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Uma Receita para Brincar com as Crianças e..Feliz dia de Reis !!!

Andei pesquisando algo sobre esta tradição já um tanto esquecida, mas que pode ser "recuperada", principalmente quando temos crianças a nossa volta.

Como todos sabem os Reis Magos vinham do Oriente, seguindo o brilho de uma estrela que os conduziria à Belém...ao Menino Jesus e seus pais.

Mistério,lenda, invenção ... na verdade não se sabe se estes Reis realmente existiram, e muitos estudiosos dizem que não eram reis, mas sacerdotes de uma religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Mas certamente seriam astrônomos ou astrólogos, uma vez que seguiam um astro que cruzava o céu...

Nem se pode afirmar que eram 3 , ou que se chamavam Baltazar, Gaspar e Belchior...mas pelo relato histórico - como 3 foram os presentes deixados.
A eles foi atribuído o dia 6 de Janeiro como data de chegada ao presépio e visita ao Menino.

Talvez o melhor presente que nos trouxeram foi esta tradição de celebrar o nascimento do Menino e trocar presentes !!!

Em Portugal temos uma outra tradição muito forte - o BOLO de REIS !

Sua forma arredondada e com um buraco no centro lembra uma coroa toda enfeitada com as cerejas e demais frutas cristalizadas.

Dentro dele uma surpresa : uma fava é colocada !

Uns dizem que quem receber a fatia que contém a fava poderá fazer um pedido !!!

Outros que esta pessoa premiada deverá oferecer ao dono da casa- no ano seguinte- um Bolo Rei !

Receitas não faltam na web, principalmente nos sites e blogs portugueses - podem ser muito trabalhosas ou simplificadas, com esta que posto aqui:

Receita do BOLO REI com FAVA !!! ( tirada daqui www.docesecompanhia.com)

750 g de farinha
30 g de fermento de padeiro
150 g de margarina
150 g de açúcar
150 g de frutas cristalizadas
150 g de frutos secas
4 ovos
raspa de 1 limão
raspa de 1 laranja
1 decilitro de vinho do Porto
1 colher de sobremesa de sal
1 fava

Confecção:
Pique as frutas e deixe-as a macerar com o vinho do Porto (deixe algumas inteiras para enfeitar). Dissolva o fermento de padeiro em 1 decilitro de água morna, junte a 1 chávena de farinha e deixe a levedar em ambiente temperado durante 15 minutos. Entretanto bata a margarina, o açúcar, e as raspas de limão e laranja, junte os ovos (batendo um a um), e a massa de fermento. Quando tudo estiver bem ligado adicione o resto da farinha e o sal. Amasse até ficar elástica e macia e misture as frutas. Molde a massa numa bola, polvilhe com farinha e tape a massa com um pano, deixando levedar num ambiente temperado durante 5 horas. Depois da massa dobrar o volume, ponha sobre um tabuleiro e faça-lhe um buraco no meio. Introduza o brinde (embrulhado em papel vegetal) e a fava, e deixe levedar mais uma hora. Pincele o bolo com gema de ovo, enfeite com frutas cristalizadas inteiras, torrões de açúcar, pinhões, meias-nozes, etc, e leve a cozer em forno bem quente. Depois de cozido, pincele o bolo-rei com geléia diluída num pouco de água quente.

*** Não se esqueça de combinar algo bem legal com a arotada para aquela que encontrar a fava, sim ?
Espero que tenham uma ótima brincadeira !!! Feliz Dia de Reis !!!
Beijinhos doces, Betty

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Histórias de Ano Novo escritas por crianças !!!

Uma forma bem legal de desejar a todos um Feliz 2010 é convidá-los a visitar o site

Lá encontrarão histórias divertidas escritas por crianças sobre o Ano Novo, e claro o Ano Velho também !!!

Outro cantinho especial- de onde retirei a a receita de Drummond transcrita abaixo - e que vale a pena ser visitado é :http://www.velhosamigos.com.br/index_nova.html

FELIZ ANO NOVO

Carlos Drummond de Andrade

"...Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente."

Grande beijo ! Betty

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A Lenda contada pelos Pastores

O Menino Jesus recém-nascido tremia de frio no estábulo, e a Mãe Maria estava com as mão geladas, e tentava aquecê-las enfiando os dedos debaixo de seu xale.Pai José então pegou rapidamente seu manto com capuz e saiu para buscar um fogo que os aquecesse.
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-Talvez encontre um fogo lá no campo com os pastores - pensou José. E ealamente via brilhar dentro da noite um punhado de brasa vermelha.
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Três pastores estavam sentados no meio de seu rebanho em volta do fogo e jogavam o dado para sortear quem iria ficar de vigia durante a noite. Um cachorro que tomava conta as ovelhinhas não deixava viva alma acrcar-se delas. Mas , quando José abriu a porteira e entrou, o cão não rosnou, nem latiu, mas abanou a cauda dando-lhe as boas-vindas.

Os pastores espantaram-se muito e um deles chamou José, perguntando-lhe a que vinha.
- Dá- me um pouco de seu fogo. Nasceu-nos agora uma criancinha e estamos com muito frio nesssa noite gelada.
-Se não for mais que uma chama de fogo, vá pegando - disse o pastor mais velho.
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- Mas, ei, velho - disse outro - com que queres levar a brasa ? Onde devo pô-la para ti ?
José então tirou o capuz, torceu-lhe a ponta até formar uma sacolinha e disse :
- Aí dentro !
Os três pastores riram e comentaram que com tal recipiente o fogo nunca chegaria muito longe.
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-Não se preocupem - respondeu o santo homem, e agachando-se tirou as brasas do fogo com as mãos nuas, sem queimar-se nem um pouco. Pôs as brasas no seu capuz e caminhou em direção a Belém, deixando atrás de si os pastores boquiabertos.


De repente um Anjo acercou-se dos pastores , e ouviram uma voz:
-Apressem-se e corram para o estábulo onde já arde seu fogo. Ali encontrarão uma criança recém-nascida , sobre palha , numa manjedoura. Rezem para o Menino, pois é o Filho de Deus, rezem e cantem "Aleluia".
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Depois o Anjo despareceu, e sobre o estábulo viram uma estrela resplandecente !
Os pastores puseram-se rapidamente a caminho, e durante a sua corrida olharam dentro de suas sacolas para ver se não havia algo que pudessem presentear a Criança Celestial.

Ao chegarem no estábulo encontraram tudo como o Anjo lhes havia dito, e José- ajoelhado ao lado da manjedoura- assoprava o foguinho que havia buscado no seu capuz.
( recontada por Karin Stasch)

UM beijinho carinhosos e Feliz Natal !

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Afinal, sempre há um lugar na estalagem - Uma História Real !


Afinal, sempre há lugar na estalagem
Era uma noite fria e com muito vento em Nairobi, no Quénia. Os aguaceiros de chuva tropical não paravam de cair desde a tarde. Num enorme bairro de lata perto do nosso hospital da Missão de Santa Maria, nasceu, em segredo, uma menina não desejada, que foi atirada para uma lixeira com um cheiro nauseabundo. Durante toda a noite, esta criança esteve exposta à chuva e ao frio. Na manhã seguinte, umas pessoas do mesmo bairro descobriram-na no meio do lixo e trouxeram-na para o hospital. Vinha roxa e com a pele enrugada devido à chuva. Estava tão fria que o termómetro não conseguiu registar a sua temperatura, e a respiração era bastante fraca.
As enfermeiras do hospital conseguiram trazer esta criança de volta à vida, utilizando garrafas de água quente para a aquecerem com suavidade, oxigénio, glicose e doses ilimitadas de amor. Tiraram-lhe da boca e dos ouvidos insectos que trouxera da lixeira. No dia seguinte, a menina começou a ser alimentada a biberão. Foi-lhe dado o nome de Hazina (que significa “Tesouro” na língua suahili) e, agora, esta robusta criança reside numa enfermaria recém-inaugurada no nosso hospital.
Agradecemos a Deus pela graça que ela representa para todos nós, enquanto Centro Católico de Prestação de Cuidados de Saúde aos Pobres.
Talvez esta criança nos tenha trazido uma mensagem de Natal sobre a qual devemos reflectir. Ao longo da nossa vida, cada um de nós deve corresponder ao amor que nos é oferecido pelos outros. Devemos também experimentar o amor vivificante de Cristo na nossa vida durante esta época especial e deixarmo-nos enriquecer interiormente por ele.
William Fryda

Esta comovente história eu recebi do Clube dos contadores de Histórias de Portugal

Para acessar o site deles :www.prof2000.pt/users/historias

Um beijinho carinhoso, Betty

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Preparando o Natal com Histórias...


Hoje vou postar aqui uma linda história de São Nicolau que foi re-escrita por mim para ser contada às crianças pequenas.

Era uma vez um menino muito bom e que gostava muito de crianças. Com todo o carinho ele se dedicava a eles, contando-lhes histórias.

Sua casa ficava cheia, pois as crianças iam até lá semanalmente para cantar, fazer música e escutar as histórias que Nicolau ( este era o seu nome) lhes contava. Também apreciavam muito os biscoitos que um velho empregado da família de Nicolau fazia para elas.

Na época em que as macieiras estavam carregadas de frutas, o velho empregado enchia cestos e cestos com maçãs , assim ao sairem as crianças passavam pela cozinha e levavam maças , biscoitos e nozes para casa.

Certa vez uma das meninas que costumava frequentar estes saraus não apareceu e Nicolau soube que estava doente. Quando a reunião terminou e todos se despediram, Nicolau preparou um saquinho com as goluseimas, montou em seu cavalo e foi até a casa da menina.

A distância era grande, e quando ele lá chegou todos estavam dormindo. As portas e janelas estavam fechadas. Mas, ao dar a volta pela casa, Nicolau percebeu que na porta dos fundos a menina havia deixado seus sapatos. Resolveu então deixar ali o seu presente.

O tempo foi passando, as crianças cresceram, se casaram e tiveram filhos, e atradição de frequentar a casa de Nicolau semanalmente para cantar, tocar e ouvir histórias permaneceu mesmo quando ele já estava bem velhinho. Era uma forma de nunca deixá-lo sentir-se sozinho ou triste.

E mesmo depois de sua partida para o Céu, todos os anos -no dia de seu aniversário ( dia 06 de Dezembro) - algo mágico acontece : muitos dizem que ele próprio volta até a Terra trazendo às crianças as guloseimas que costumavam receber em sua casa : maçãs, pão de mel, nozes e biscoitos .

Muitos dizem que isto é lenda, mas o que sabemos é que se você deixar os seus sapatos ou botinha de tecido na noite de 05 para 06 de Dezembro no dia seguite elas estarão cheias dos presentes de Nicolau.

E não adianta ficar esperando por ele, pois ele nunca é visto ! Somente um rastro luminoso de minúculas estrelinhas poderão ser encontradas pelos caminhos onde ele passa, provavelmente poeirinha de estrelas que caem de seu manto quando nos vem visitar !

Se você quiser alegrá-lo, cante e toque um instrumento, e se souber uma linda história de Natal conte para os amigos !

Um beijinho doce a todos ! Betty